23 de Setembro de 2009 / às 14:20 / em 8 anos

Fabricante de armas de choque Taser usa blogs contra críticas

Por Bhaswati Mukhopadhyay e Saumyadeb Chakrabarty

BANGALORE, Índia, 23 de setembro (Reuters) - Quando o San Francisco 49ers estava enfrentando o Arizona Cardinals em uma recente partida de futebol americano, uma atualização no Facebook da fabricante de armas de choque Taser proclamava que a “formação Taser” do time de San Francisco poderia ser decisiva.

A empresa, cujo principal produto atrai fortes críticas, vem recorrendo cada vez mais a blogs e redes sociais a fim de promover novos equipamentos e combater as ansiedades que eles despertam.

Os tasers, também conhecidos como armas condutoras de energia, paralisam pessoas com um choque elétrico de 50 mil volts, e vêm ganhando popularidade em polícias de todo o mundo.

A mais recente arma da Taser, a X3, que pode atingir diversos alvos simultaneamente, vem sendo divulgada por meio da persona que a companhia assume no Facebook; suas virtudes são promovidas, entre outros métodos por meio de conversa sobre futebol.

O 49ers terminou vencendo o jogo com sua formação taser, como uma atualização no Facebook da companhia informou. E isso foi mais um pequeno passo no esforço da empresa para aproximar suas criticadas armas das pessoas.

A Taser gasta em média 4 milhões de dólares anuais em processos judiciais, e a soma supera o lucro líquido que ela apresentou em 2008.

No momento, existem 46 processos pendentes contra o grupo quanto ao uso de suas armas. Uma das prioridades da empresa é aliviar o fardo que isso representa para seu desempenho.

E é por isso que a Taser decidir recorrer a blogs, Twitter, sites de redes sociais e à criação de um “armazém” para abrigar provas sobre seus produtos na Web.

“Usamos o Facebook e o Twitter não só como ferramentas de marketing mas como uma maneira de influenciar a informação e torná-la divertida e relevante para a nova geração”, disse Steve Tuttle, vice-presidente de comunicações da empresa.

A Taser lançou o site Evidence.com, no qual ela recolhe imagens em vídeo de confrontos que acarretaram o uso de suas armas, para uso posterior como provas.

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