14 de Outubro de 2009 / às 13:54 / em 8 anos

Speedy obtém 111 mil clientes desde fim de agosto

Por Cesar Bianconi

SÃO PAULO (Reuters) - A Telefônica conseguiu 111 mil clientes para seu serviço de banda larga Speedy desde 26 de agosto, data em que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a empresa a retomar as vendas do produto.

“Tivemos uma média de 2,3 mil pontos do Speedy vendidos por dia, considerando sábados e domingos como dias úteis”, afirmou nesta quarta-feira o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, durante a feira de telecomunicações Futurecom.

Segundo ele, no seu melhor mês de vendas, em 2008, o Speedy obteve 100 mil clientes, ou 3,3 mil por dia.

Em junho, a Anatel proibiu a Telefônica de comercializar o acesso rápido à Internet depois de uma série de interrupções no Speedy nos meses anteriores. Durante cerca de dois meses, a operadora investiu para estabilizar o Speedy e ampliar a capacidade da rede.

Sem revelar números, Valente disse que a empresa perdeu “muitos clientes” nesse período.

Mas as novas assinaturas do Speedy já garantiram uma adição líquida de clientes em relação à base antes da suspensão das vendas do serviço, conforme o executivo. O Speedy possui atualmente ao redor de 2,8 milhões de clientes, disse Valente.

Segundo o presidente da Telefônica, a publicidade do Speedy ainda não foi retomada, bem como a busca de potenciais clientes através de contatos feitos por representantes comerciais.

Oitenta por cento dos novos clientes do Speedy do final de agosto até 13 de outubro são das classes sociais C e D.

“Os desafios de São Paulo são diferentes dos desafios do Brasil, porque aqui temos a maior renda per capita do país”, afirmou Valente a jornalistas, ressaltando que quase todo o público das classes A e B no Estado já tem banda larga.

Como em 2009, Valente revelou que a prioridade dos investimentos da Telefônica no ano que vem, cujo montante ainda não foi definido, será na banda larga.

A empresa encerrará dezembro com 591 cidades do Estado atendidas pelo Speedy, número que até o final de março chegará a 622, total de cidades no âmbito de sua área de concessão.

GVT

Valente reafirmou a confiança de que a Telefônica terá sucesso na oferta de compra da GVT, por 48 reais por ação. “Tentaremos exportar esse modelo de negócios da GVT para outros países”, disse, sem entrar em detalhes.

De acordo com ele, o interesse da Telefônica é preservar a gestão que está sendo feita na GVT.

A proposta não-solicitada da Telefônica pela GVT, que avalia a empresa em cerca de 6,5 bilhões de reais, foi feita semanas após a francesa Vivendi ter chegado a um acordo com os principais sócios da GVT para comprar a companhia brasileira por 42 reais por ação.

Edição de Eduardo Simões

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