3 de Dezembro de 2009 / às 15:54 / 8 anos atrás

Batalha entre eBay e Craigslist vai para o tribunal

Por Alexandria Sage

SAN FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - É uma história repleta de acusações sobre promessas rompidas, acordos escusos e trapaças e envolve a luta de um dos gigantes da Internet por preservar sua valiosa participação em um site de classificados muito querido nos Estados Unidos.

Um processo aberto pelo eBay contra o Craigslist chegará a um tribunal dos EUA na segunda-feira que vem, para um julgamento que promete revelar como funcionam duas empresas que servem de referência à Web e que conduzirá ao banco de testemunhas dois pioneiros da Internet: Meg Whitman, ex-presidente-executiva do eBay, e Craig Newmark, fundador do Craigslist.

O julgamento, que já foi postergado por duas vezes, ressalta as gritantes diferenças entre as abordagens de negócios das duas empresas.

O eBay, uma das companhias que chegaram ao topo do mercado no boom inicial da Internet, foi o pioneiro dos leilões online, e levou milhões de pessoas de todo o mundo a comprar e vender na Web.

Apesar de ter gerado 8,5 bilhões de dólares em receita em 2008 e de empregar milhares de funcionários, a companhia se viu forçada a expandir seu mercado para concorrer melhor e a crescer para além dos leilões online.

Em contraste, o Craigslist é uma empresa de capital fechado com apenas algumas dezenas de funcionários, mas se tornou o maior site de classificados dos Estados Unidos. A página é muito querida por seu serviço em geral gratuito que ajuda pessoas a encontrar casas, adotar animais de estimação ou vender tranqueiras de suas casas.

Os executivos do Craigslist dizem que o que move a empresa é o espírito comunitário, e não a ganância por lucros.

Em jogo está uma participação minoritária do eBay no Craigslist, uma empresa que o site de leilão afirma ter valor potencial de bilhões de dólares.

No processo, aberto em abril de 2008, o eBay alega que Newmark e James Buckmaster, presidente-executivo do site, formularam um "plano de coerção" em 2007, e conduziram "transações clandestinas" que diluíram a participação do eBay no Craigslist de 28,4 para 24,85 por cento. Como a participação do eBay caiu abaixo de 25 por cento, a companhia perdeu seu assento no conselho do Craigslist.

Uma instância inferior rejeitou duas acusações do eBay em outubro, mas cinco outras queixas, incluindo quebra de dever fiduciário, continuam.

Enquanto isso, o Craigslist, em um processo separado aberto um mês depois que o eBay acionou o site, acusa o eBay de competição desleal, apropriação indevida de informação proprietária, propaganda enganosa, violação de marca registrada e outras práticas indevidas.

Em ambos os casos, o Craigslist afirma que o eBay usou seu posto no conselho para obter informações e expertise para lançar um serviço classificado concorrente, apesar de negar que essa tenha sido a intenção.

O Craigslist afirma ainda que o eBay usou táticas para direcionar tráfego de internautas para fora do site. Documentos legais sustentam que anúncios online supostamente pagos pelo eBay usaram o nome do Craigslist, desviando usuários para o Kijiji, o site de classificados do eBay, ou para o próprio eBay.

O atual presidente-executivo do eBay, John Donahoe, não deverá testemunhar. Ele tem tentado minimizar a importância do julgamento, afirmando que é simplesmente uma questão de se determinar se o eBay tem 25 ou 28 por cento do Craigslist. Ele chama a participação do eBay no site de um "bom investimento".

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