4 de Janeiro de 2010 / às 11:59 / em 8 anos

Sigilo sobre vendas do Kindle pode irritar investidor da Amazon

Por Phil Wahba

<p>Foto de arquivo mosta mulher segurando um Kindle durante apresenta&ccedil;&atilde;o em Madri. A Amazon.com est&aacute; testando a paci&ecirc;ncia de Wall Street ao alardear repetidamente o sucesso de vendas de seu aparelho leitor de livros digitais Kindle sem fornecer dados espec&iacute;ficos sobre o desempenho comercial do produto.14/10/2009.REUTERS/Dani Cardona/files</p>

NOVA YORK, 4 de janeiro (Reuters) - A Amazon.com está testando a paciência de Wall Street ao alardear repetidamente o sucesso de vendas de seu aparelho leitor de livros digitais Kindle sem fornecer dados específicos sobre o desempenho comercial do produto.

Em uma sucessão de anúncios à imprensa nos últimos meses, a Amazon vem destacando o Kindle como best seller em todas as categorias de produtos. Essas alegações ajudaram a estimular uma alta ainda maior no preço já ascendente das ações da empresa, justificado por seu crescente domínio do setor de varejo online.

No dia seguinte ao Natal, a companhia anunciou que o Kindle havia se tornado o presente mais comprado de sua história, e que as vendas de livros eletrônicos haviam superado as de livros em papel, no período de festas. Anteriormente, a Amazon havia anunciado que o Kindle havia registrado suas melhores vendas de todos os tempos de dezembro, e isso ainda na metade do mês.

Em nenhum desses exemplos recentes a Amazon anunciou o número de Kindles ou livros eletrônicos lidos, e nem a porcentagem de aumento das vendas. Em mensagem, uma porta-voz diz que a Amazon não revela volumes de vendas por norma interna da companhia.

Mas a paciência dos investidores sobre a falta de detalhes começou a se desgastar, especialmente depois que as ações da Amazon atingiram cotação recorde no começo de dezembro, devido à expectativa de que a empresa apresentará um dos maiores crescimentos de vendas da passada temporada de festas de fim de ano.

O benefício da dúvida pode passar por teste ainda mais severo em 2010, com a chegada de novos leitores eletrônicos ao mercado para desafiar o Kindle.

“Enquanto a Amazon mantiver as margens corretas e os números certos de lucro no final de cada trimestre, provavelmente conseguirá manter essa prática”, disse James McQuivey, analista da Forrester Research.

Mas caso o sucesso do Kindle se reduza e a Amazon continue a manter os investidores no escuro, eles poderiam se voltar contra a empresa.

“Poderia haver correção de 10, 15 ou 20 por cento devido ao elevado fator de incerteza”, disse McQuivey. “Em caso de más notícias, as pessoas sempre imaginam o pior.”

A Forrester estima que o Kindle, que foi lançado em 2007, tem uma participação no mercado norte-americano de cerca de 55 por cento, na frente de aparelhos Sony e do recém lançado Nook, da Barnes & Noble. O site de varejo afirma que 2,5 milhões de Kindles foram vendidos até agora, segundo pesquisa com consumidores.

A companhia de investimentos Cowen & Co espera que a Amazon tenha registrado vendas de 500 mil unidades do Kindle apenas no último trimestre de 2009.

Nesse ponto, analistas estimam que o Kindle represente menos de 2 por cento das vendas esperadas de 8,9 bilhões de dólares da Amazon para o quarto trimestre do ano passado.

Enquanto isso, cerca de 25 por cento, da receita da Amazon vem de seu negócio original de vendas de livros. Conforme os leitores se adaptam a formatos eletrônicos, o Kindle e a loja de livros digitais da empresa podem ver sua importância crescer.

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