June 18, 2010 / 12:38 PM / in 8 years

Salário de US$4,5 mi de presidente da Sony irrita acionistas

Por Isabel Reynolds

TÓQUIO (Reuters) - Howard Stringer, presidente-executivo da Sony, recebeu 4,5 milhões de dólares, além de opções de ações, no último ano fiscal —quando a empresa sofreu prejuízo próximo a 450 milhões de dólares—, tornando-se um dos mais bem pagos executivos de companhias japonesas.

O salário do executivo resultou em algumas queixas entre os quase 8 mil acionistas —a maior parte composta por idosos— que participaram da assembleia geral da companhia em Tóquio nesta sexta-feira.

Novas regras obrigaram as relutantes empresas japonesas a revelar a remuneração de executivos cujos salários superem 100 milhões de ienes (1,1 milhão de dólares) anuais, e a Sony foi uma das primeiras companhias a torná-los públicos.

Acredita-se que a maioria dos presidentes de empresas japonesas ganhe bem menos que Stringer ou que o presidente-executivo da Nissan Motor, o brasileiro Carlos Ghosn, cuja remuneração será revelada antes do final do mês.

A Panasonic anunciou que pagaria aos seus 23 diretores um total de 957 milhões de ienes —cerca de um décimo da remuneração de Stringer para cada diretor.

Stringer, antigo produtor de televisão, foi reconduzido ao posto de presidente-executivo e do conselho da Sony, em votação durante assembleia, ainda que tenha enfrentado dificuldades para melhorar a competitividade da empresa depois de assumir seu comando em 2005.

A Sony teve prejuízo líquido de 40,8 bilhões de ienes no ano fiscal encerrado em março e continua em desvantagem diante de rivais como Samsung Electronics, em televisores, e Apple, em players portáteis. A empresa prevê lucro de 160 bilhões de ienes para o ano fiscal em curso.

O resultado depende, em grande parte, dos resultados de seu esforço agressivo para promover televisores 3D e um controle de videogames dotado de sensores de movimentos.

“Ele (Stringer) ainda não produziu resultados, mas creio que a Sony seja a única fabricante japonesa de eletrônicos capaz de adotar estrutura horizontal de negócios, como a Apple, em vez da vertical, porque ainda conta com forte poder de marca,” disse Keita Wakabayashi, analista na Mito Securities.

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