September 8, 2010 / 1:49 PM / 8 years ago

Geração Facebook se equipa para monitorar eleição na Nigéria

Por Yinka Ibukun

LAGOS (Reuters) - Os jovens nigerianos familiarizados com a tecnologia estão se preparando para usar BlackBerries, celulares e serviços de redes sociais como o Twitter e Facebook a fim de fiscalizar as eleições de janeiro, em um esforço para reprimir a fraude eleitoral.

Eleições anteriores no mais populoso dos países africanos foram tão prejudicadas por fraudes e intimidação de eleitores que observadores eleitorais as classificaram como não confiáveis. Desta vez, a nova tecnologia pode tornar certas formas de trapaça mais difíceis.

O presidente Goodluck Jonathan, que ainda não declarou se disputará a reeleição, afirmou que organizar eleições confiáveis é uma prioridade, mesmo que reste pouco tempo para uma reforma muito necessária no sistema de registro eleitoral.

Um grupo de criadores de software chamado Wangonet —ou rede de ONGs da África Ocidental— está trabalhando em um aplicativo que registra informações enviadas por SMS, e-mail ou Internet, via celulares, para criar um mapa das áreas problemáticas.

O projeto nigeriano foi inspirado pelo Ushahidi, um site desenvolvido inicialmente no Quênia para mapear a violência pós-eleitoral em 2008, e mais tarde utilizado em outros países, para tarefas como ajudar as equipes de emergência depois do terremoto na China e das inundações no Paquistão.

A plataforma opera por meio de “crowdsourcing” —ou seja, agrega e organiza dados enviados por usuários públicos.

“Acreditamos que, ao armarmos uma nova geração de nigerianos com ferramentas de mídia social e redes, os 105 milhões de nigerianos com idade de menos de 35 anos podem ser motivados a se envolver diretamente e a questionar o sistema”, disse Tunji Lardner, fundador da Wangonet.

A manipulação de eleições é problema tão comum na Nigéria que muitos eleitores mais jovens, desiludidos, nem se dão ao trabalho de ir às urnas.

O forte domínio do Partido Democrático Popular (PDP), governista, que controla a maioria dos 36 governos estaduais, detém forte maioria legislativa e cujos candidatos venceram todas as eleições presidenciais desde o final do domínio militar, uma década atrás, significa que muita gente acredita que seu voto pouco influenciaria o resultado.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below