8 de Fevereiro de 2011 / às 21:05 / em 7 anos

Audaces é 1a brasileira a entrar em grupo antipirataria BSA

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO (Reuters) - A Audaces, fabricante catarinense de software, é a primeira empresa brasileira a entrar para a Business Software Alliance (BSA), associação de produtores de software para proteção contra a pirataria.

O principal produto da Audaces é um software para a indústria têxtil confeccionar modelos e controlar máquinas de corte de tecidos.

Entre seus clientes estão Lojas Renner, C&A, Zara e Cavalera, de acordo com o diretor de Negócios da Audaces e também sócio da empresa, Cláudio Grando.

O executivo calcula que a pirataria representa cerca de 10 por cento da base de total de usuários do software para o setor de vestuário no mercado brasileiro.

A partir do acordo com a BSA, a associação buscará descobrir focos de uso ilegal do software da Audaces em empresas, lançando mão de notificações extrajudiciais ou processos. A BSA também fará trabalhos educativos dentro das empresas.

Presente há 10 anos no Brasil, a BSA já fazia o serviço para seus clientes internacionais. Alguns dos membros mais conhecidos da entidade são Microsoft, Adobe e Symantec.

O diretor da BSA no Brasil, Frank Caramuru, explicou que a associação demorou para ter um membro nacional porque era relativamente desconhecida para o mercado brasileiro.

A BSA divulga estudos anuais sobre o nível de pirataria em diversos países. O último levantamento sobre o Brasil, divulgado em maio do ano passado e feito em parceria com o IDC, revelou que o país tem o menor nível de pirataria dentro do bloco dos chamados BRIC, que inclui ainda Rússia, Índia e China.

O uso de software pirata no país vem caindo, mas ainda responde por mais da metade dos programas de informática nos computadores. O índice de pirataria passou de 58 por cento em 2008 para 56 por cento em 2009.

Para Grando, da Audaces, as produtoras nacionais de software, no geral, ainda encaram o problema de forma passiva. “Existe a consciência de que a pirataria prejudica o desenvolvimento da indústria e de novos softwares, mas há pouco investimento para combatê-la.”

A Audaces também enfrenta pirataria nos países para os quais exporta seus produtos, e terá assessoria da BSA na Colômbia e Argentina, onde o uso ilegal estimado dos softwares da companhia é de ao redor de 5 por cento.

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