1 de Março de 2011 / às 16:43 / em 7 anos

Vivendi prevê alta de 35% a 39% na receita da GVT em 2011

Por Lionel Laurent

<p>Presidente-executivo da Vivendi, Jean-Bernard Levy (esquerda), e presidente-executivo da GVT, Amos Genish (direita), falam em coletiva de imprensa sobre resultados anuais, em Paris, na Fran&ccedil;a. 01/03/2011 REUTERS/Jacky Naegelen</p>

PARIS (Reuters) - O conglomerado europeu de telecomunicações e entretenimento Vivendi estima que a receita de sua unidade brasileira GVT cresça de 35 a 39 por cento em 2011, afirmou o presidente-executivo do grupo, Jean-Bernard Levy, nesta terça-feira.

“A GVT vai muito bem”, disse o executivo em teleconferência com jornalistas.

Em 2010, a receita líquida da GVT --comprada pela Vivendi no final de 2009 após intensa batalha pelo ativo com a espanhola Telefónica-- totalizou 2,43 bilhões de reais, avanço de 43 por cento sobre o ano anterior.

A base de clientes da GVT cresceu 50,3 por cento em 12 meses, encerrando o ano em 4,23 milhões.

O lucro líquido da GVT --que oferece serviços de telefonia fixa e banda larga-- foi de 372,7 milhões de reais no ano passado, três vezes maior que em 2009.

Apesar de prever um bom desempenho para a unidade brasileira, a Vivendi estima alta apenas ligeira no lucro do grupo em 2011, devido ao peso das pressões econômicas e regulatórias sobre as operações de telefonia.

A projeção relativamente modesta foi anunciada depois que a Vivendi divulgou alta superior à esperada em seu lucro consolidado para o ano passado, que aumentou em 4,4 por cento e atingiu 2,7 bilhões de euros (3,7 bilhões de dólares).

SFR E CANAL PLUS

A Vivendi quer o controle completo da empresa de telecomunicações SFR e da divisão de TV paga Canal Plus, na qual a Lagardere detém participação, e pretende para isso utilizar os proventos da venda, por 5,8 bilhões de dólares, de sua participação de 20 por cento na NBC-Universal, adquirida pela General Electric.

Ainda que a Lagardere esteja levando adiante seus planos para oferecer em bolsa seus 20 por cento do Canal Plus, o presidente-executivo da Vivendi, Jean-Bernard Levy, não descartou a possibilidade de um acordo para adquiri-la.

A aquisição completa da SFR (na qual o grupo Vodafone detém participação) simplificaria a estrutura da Vivendi e reduziria a defasagem nos preços das ações do conglomerado.

No entanto, o analista Paul Gooden, do RBS, disse que mesmo com controle completo da SFR, a Vivendi continuaria a ser um conglomerado de mídia e telecomunicações, aos olhos de investidores. “Há algum valor na ação, mas não muito”, disse.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below