26 de Maio de 2011 / às 12:27 / em 7 anos

Japonesa Ricoh vai cortar 10 mil empregos

Por Mayumi Negishi

TÓQUIO (Reuters) - A fabricante de copiadoras e impressoras Ricoh vai cortar quase 10 por cento de sua força de trabalho para tentar impulsionar o lucro em uma decisão que mostra que as companhias japonesas de baixa performance estão ampliando esforços para competir com rivais globais.

A Ricoh anunciou que a reestruturação inclui cortes de 10 mil empregos na força de trabalho mundial de 109 mil pessoas, além de redução de produtos não lucrativos e consolidação de fábricas.

A já fraca economia japonesa caiu em recessão após o impacto dos terremotos de março que foram seguidos de tsunami e um desastre nuclear.

“O terremoto eliminou qualquer complacência nas companhias japonesas que estavam atrás da curva em termos de reestruturação e fusões e aquisições”, disse o estrategista Peter Eadon-Clarke, do Macquarie.

“O terremoto lembrou as pessoas sobre as oportunidades limitadas em casa e da necessidade de se erguer operações globais de sucesso”, acrescentou.

No mês passado, a Panasonic anunciou que vai cortar 17 mil empregos e fechar cerca de 70 fábricas no mundo. A Olympus também divulgou planos de redução de pessoal.

A Ricoh planeja ter lucro operacional de 210 bilhões de ienes no ano financeiro que se encerra em março de 2014, mais que o triplo dos 60 bilhões de ienes registrados no ano passado, quando as vendas caíram 4 por cento.

Nos últimos dez anos, as ações da Ricoh perderam dois terços de seu valor, enquanto a Canon registra valorização de 15 por cento e a Xerox, de 3 por cento. No ano até agora, a Ricoh acumula queda de 26 por cento, enquanto a bolsa de Tóquio teve perda de 7 por cento.

A Ricoh tem escritórios em 180 países e enfrenta crescente desafio de ver clientes corporativos apertarem os cintos em mercados maduros. A empresa de pesquisa Gartner não espera uma recuperação completa nos investimentos em tecnologia da informação por companhias no Japão antes de 2013 e vê fraqueza na Europa e Estados Unidos.

Além disso, a agência de classificação de risco Moody’s afirmou que companhias japonesas podem perder participação de mercado global permanentemente por causa dos problemas na cadeia de distribuição de suprimentos provocados pelo desastre de março.

“Nós nos tornamos uma grande companhia e precisamos redesenhar nossa estrutura corporativa para nos tornarmos mais fortes”, disse o presidente-executivo da Ricoh, Shiro Kondo, a jornalistas. “Fizemos muito pouco podando negócios não lucrativos e precisamos sair de alguns deles.”

Enquanto a força de trabalho da Ricoh cresceu 43 por cento em cinco anos, suas operações ficaram no vermelho em áreas importantes como a China, enquanto as margens de copiadoras para escritórios despencaram em meio à ferrenha competição e carência de novos produtos.

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