3 de Agosto de 2011 / às 18:48 / 6 anos atrás

TIM vê crescimento em linhas e fortalecimento de caixa

Por Sérgio Spagnuolo

SÃO PAULO (Reuters) - A TIM Participações prevê a manutenção do crescimento em linhas móveis até o fim do ano e espera um maior fortalecimento de caixa na segunda metade de 2011.

Nesta quarta-feira, a empresa ingressou no Novo Mercado da Bovespa, tornando-se a primeira operadora de telefonia do Brasil a integrar este segmento da bolsa paulista, além de alterar o código de negociação das ações para TIMP3.

"A entrada no Novo Mercado acaba com a especulação de que a empresa não vai ter comprometimento de longo prazo no Brasil", disse o presidente da TIM no Brasil, Luca Luciani, em evento na sede da BMF&Bovespa.

A TIM foi alvo de rumores, nos últimos anos, de que sua controladora Telecom Italia poderia colocar à venda a operação brasileira em decorrência de resultados considerados fracos.

No último ano, entretanto, a base de clientes móveis da operadora cresceu substancialmente e, em junho, a companhia alcançou a Claro no segundo lugar do ranking do setor, com 25,55 por cento de participação de mercado cada uma, fechando o primeiro semestre com 55,5 milhões de linhas.

A TIM tem como meta agora chegar a 60 milhões de assinantes até dezembro, o que teria impacto positivo na receita de serviços.

Na terça-feira, a empresa divulgou resultados acima da média das previsões de analistas.

"É interessante notar que o crescimento da receita de serviços da TIM está acelerando trimestre após trimestre", escreveu em nota o analista Carlos Siqueira, do BTG Pactual.

"Temos uma base sólida que demonstra que vamos seguir liderando o crescimento até o fim do ano", disse o diretor de vendas da TIM, Lorenzo Lindner, a analistas e jornalistas.

A TIM também espera fortalecer seu caixa na segunda metade do ano, o que exclui, por ora, planos para captação de dívida de longo prazo.

"Temos uma posição de caixa de 1,3 bilhão de reais, é o ponto mínimo do ano, já que o primeiro e o segundo trimestres têm sazonalidade negativa, com pagamento de capex (investimentos) e dividendos", disse o vice-presidente financeiro da companhia, Claudio Zezza. "Então, a nossa posição de caixa vai se fortalecer sempre mais até o fim do ano".

Essa posição mais "confortável" permitirá à companhia ser seletiva em alternativas de financiamento de investimentos, estimados em 14 bilhões de reais até 2013, excluindo aquisições.

"Não temos plano de (emitir) dívida de longo prazo", disse Zezza. "Naturalmente vamos olhar as condições de mercado primeiro e melhores formas de financiamento".

AQUISIÇÕES

Embora tenha informado anteriormente estar avaliando ativos para potenciais aquisições, a TIM deve priorizar a integração da Atimus às suas operações, descartando compras no curtíssimo prazo.

"Precisamos de um tempo para digerir a aquisição, acompanhar e desenvolver um modelo de negócio", disse Luciani. "Mais para frente podemos olhar outras possibilidades de negócios, agora é focar no ativo que acreditamos".

Em 8 de julho, a TIM anunciou a compra da Atimus, empresa de telecomunicações do grupo AES Brasil, por 1,6 bilhão de reais.

Às 16h48, as ações da TIM exibiam desvalorização de 3,3 por cento, cotadas a 9,04 reais. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 2,27 por cento.

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