14 de Fevereiro de 2012 / às 20:18 / 6 anos atrás

ENTREVISTA-Bônus e debêntures suprem necessidades da Oi até 2013

Por Sérgio Spagnuolo

RIO DE JANEIRO, 14 Fev (Reuters) - A recente captação de 1,5 bilhão de dólares em títulos no exterior e uma programada emissão de 2 bilhões de reais em debêntures devem suprir as necessidades de caixa do Grupo Oi até o final de 2013.

"O que captamos agora com o bônus e o que pode vir com as debêntures já são suficientes para resolver nosso problema até o final de 2013", disse à Reuters nesta terça-feira o diretor financeiro e de Relações com investidores da Oi, Alex Zornig.

As emissões, especialmente a externa de títulos com vencimento em 2022, visam alongar o perfil da dívida da companhia, que à época da compra da Brasil Telecom em 2008 tinha um prazo médio de 2 anos, com custo de médio de 125 por cento do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

Atualmente, segundo Zornig, o prazo médio da dívida da companhia é de 4,5 anos, com custo médio de 96 por cento do CDI.

Zornig disse também que a Oi vai ficar atenta à possibilidade de alongar ainda mais esse perfil, para seis anos, mas não deu detalhes sobre quando a companhia pode olhar para outra emissão, especialmente após duas grande captações.

"O bom administrador de caixa olha oportunidades de captar longo e barato, quero o máximo possível alongar essa dívida", afirmou.

Além de substituírem dívidas antigas e mais caras, os novos recursos serão utilizados para potenciais investimentos, entre outros, disse Zornig.

DEMANDA

A demanda de quase 9 bilhões de dólares pelo bônus da empresa no exterior e a captação ao par de 1,5 bilhão de dólares mostra, segundo Zornig, confiança do investidor com o plano estratégico da Oi e com o processo de reestruturação societária da operadora.

"Isso (a demanda) prova que os investidores confiam na empresa, no Brasil e confiam que a reestruturação tem que ocorrer."

Em 27 de fevereiro, a Oi realizará a esperada Assembléia Geral Extraordinária (AGE) para deliberar sobre a simplificação de sua intrincada estrutura societária, composta por três companhias abertas e diversas classes de ações.

Segundo ele, 2011 não foi um ano propício para emissões em dólares e, neste ano, mesmo com incertezas econômicas internacionais, a companhia foi bem-sucedida na emissão.

"Captamos bônus em 2010 e pagamos 5,50 por cento, e o mundo estava melhor. Agora fomos de volta ao mercado e captamos a 5,75 por cento", disse. "Acho que foi bom", disse, referindo-se ao cenário global agora mais incerto que no começo do ano passado.

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