11 de Abril de 2012 / às 13:37 / em 6 anos

Faturamento publicitário do Google será foco de resultados

Por Alexei Oreskovic

Mulher caminha em frente à sede do Google, em Chicago. As tarifas de publicidade do Google receberão atenção especial, enquanto Wall Street avalia se a proliferação de celulares inteligentes com conexão à Internet ajuda ou atrapalha o serviço de busca com o qual a empresa obtém a maior parte de seu lucro. 20/03/2012 REUTERS/Jim Young

SAN FRANCISCO, 11 Abr (Reuters) - As tarifas de publicidade do Google receberão atenção especial, enquanto Wall Street avalia se a proliferação de celulares inteligentes com conexão à Internet ajuda ou atrapalha o serviço de busca com o qual a empresa obtém a maior parte de seu lucro.

Os resultados financeiros do Google no primeiro trimestre, que serão anunciados depois do fechamento dos pregões norte-americanos na quinta-feira, marcarão a passagem do primeiro aniversário de Larry Page, co-fundador da companhia, de volta como presidente-executivo.

Page agiu de modo agressivo para reposicionar o líder de buscas na Web em cenário em transformação, no qual aparelhos móveis e serviços online de redes sociais concorrem constantemente por consumidores. Para uma companhia como o Google, acompanhar as mais recentes tendências da tecnologia e capturar a atenção dos usuários é crucial.

“O novo presidente-executivo continua a deixar sua marca na empresa, e creio que boa parte da discussão vá girar em torno de sua futura estratégia”, diz Michael Yoshikami, administrador de fundos na Destination Wealth Management.

“As coisas se movimentam tão rápido nesse espaço que, se você agir errado, pode se tornar irrelevante dentro de cinco ou 10 anos”, disse.

O Google surpreendeu Wall Street no trimestre passado ao não atingir as projeções de lucro e de faturamento feitas pelo mercado, o que acontece raramente e afetou as ações da companhia.

Os investidores se incomodaram especialmente com o surpreendente declínio no custo por clique, o valor que os anunciantes pagam pela publicidade vinculada a buscas, o que gerou preocupação quanto à possibilidade de que anúncios mais baratos, vinculados a buscas em celulares, fossem a causa da queda.

O Google mencionou diversos motivos para o declínio, entre os quais mudanças em seus formatos publicitários, e muitos analistas antecipam nova queda no primeiro trimestre. Os investidores estarão atentos a quaisquer detalhes sobre a tendência quanto ao preço da publicidade em aparelhos móveis.

Enquanto isso, alguns analistas e investidores notam que, enquanto os anúncios móveis forem complementares a seu negócio de publicidade em computadores, o Google irá se beneficiar.

Analistas consultados pela Thomson Reuters I/B/E/S esperam receita líquida, que exclui taxas pagas a sites parceiros, de 8,14 bilhões de dólares, alta de 25 por cento ano a ano e estável frente ao quarto trimestre.

O lucro ajustado por ação é estimado a 9,65 dólares por ação.

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