31 de Julho de 2012 / às 18:33 / 5 anos atrás

ATUALIZA 1-TIM vê solução de bloqueio a vendas nos próximos dias

Por Sérgio Spagnuolo

RIO DE JANEIRO, 31 Jul (Reuters) - A TIM espera para os “próximos dias” uma resolução de sobre o bloqueio de vendas de planos móveis, e acredita que, se tudo acontecer como o esperado, a suspensão das vendas em 18 Estados e no Distrito Federal imposta à operadora em julho pode não ter impacto significativo no segundo semestre.

Operacionalmente, a TIM prevê uma melhora nas receitas e manutenção das previsões para 2012 devido às perspectivas econômicas mais positivas para a segunda metade do ano, segundo executivos da companhia.

Mas o mercado recebeu com pessimismo os mais recentes resultados financeiros da operadora, e as ações da TIM desabavam quase 6 por cento por cento nesta terça-feira.

Ao passo que faz os últimos ajustes em seu plano final de qualidade já apresentado à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a operadora está confiante de que voltará em breve a vender novos planos a clientes.

“Esperamos que com esse plano a gente tenha uma liberação nacional das vendas nos próximos dias”, afirmou o diretor de operações da TIM, Lorenzo Lindner, em teleconferência com jornalistas nesta terça-feira.

De acordo com o executivo, ainda é cedo para avaliar os efeitos das sanções da Anatel, mas a operadora acredita que alcançará suas metas para 2012, mesmo com os recentes reveses regulatórios.

“Se as coisas evoluírem conforme nossas expectativas, conforme nosso entendimento do plano que a gente apresentou pra Anatel, a gente espera que o impacto disso não seja material para o segundo semestre”, afirmou o executivo.

Em fevereiro, a TIM divulgou sua perspectiva de crescer 10 por cento tanto na receita quanto no Ebitda em 2012 sobre 2011. No ano passado, a empresa faturou 17,1 bilhões de reais e teve Ebitda de 4,6 bilhões de reais.

Os investimentos foram mantidos em torno de 3 bilhões de reais para o ano, após terem totalizado pouco mais de 1 bilhão de reais no segundo trimestre.

A TIM considera como abrangente seu plano de ação apresentado à agência, que engloba tanto as 19 unidades federativas afetadas pela suspensão quanto outros Estados, e não vê a agência reguladora tomando uma posição regional sobre a possível liberação das vendas.

“A minha expectativa é que as condições de liberação serão verificadas como um todo, portanto não estamos percebendo uma segmentação por Estados”, disse o diretor de assuntos regulatórios, Mario Girasole.

São contemplados no plano, principalmente, os temas gerais de redes, atendimento e interrupções de serviço, e a empresa do grupo italiano Telecom Italia já enxerga resultados de na melhoria da qualidade dos serviços.

“Esperamos que no segundo semestre vejamos melhoria na qualidade da rede fruto desse investimento estamos fazendo”, disse Lindner.

Até provar que será capaz de oferecer serviços e atendimento de qualidade, a companhia não poderá vender novos planos no Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Tocantins, Rio de Janeiro, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte e Rondônia.

Oi e Claro também tiveram suspensões de venda de serviços em alguns Estados.

Separadamente nesta terça-feira, a TIM, operadora essencialmente móvel, anunciou também o adiantamento em um mês de sua banda larga residencial em São Paulo, buscado uma fonte alternativa de receita a partir de sua rede fixa obtida com a aquisição da AES Atimus no ano passado, por 1,6 bilhão de reais.

RESULTADOS

A TIM anunciou na segunda-feira lucro líquido de 346,8 milhões de reais no segundo trimestre de 2012, menor do que os 350 milhões de reais registrados um ano antes e abaixo da média das projeções de analistas coletadas pela Reuters.

Os resultados operacionais também decepcionaram, com a receita líquida abaixo das projeções e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) pouco aquém das estimativas, segundo pesquisa da Reuters.

A operadora atribuiu os impactos no trimestre à desaceleração macroeconômica e ao corte da taxa de terminação fixo-móvel (VU-M), o que já era esperado pelo mercado.

“O baixo desempenho financeiro da empresa no trimestre esteve em linha com as expectativas do mercado, que, apesar dos bons indicadores operacionais da TIM no período... já precificavam um impacto da redução da VU-M e menor ARPU, em decorrência do ambiente mais competitivo”, disse a corretora Planner em relatório.

“Contudo, destacou-se negativamente o impacto das variações cambiais sobre as despesas financeiras, fazendo com que o lucro líquido totalizasse valor abaixo do projetado”, acrescentou a Planner.

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