8 de Janeiro de 2013 / às 14:47 / 5 anos atrás

REEDIÇÃO-Chinês admite culpa em roubo de US$100 mi em software

(Esclarece que caso envolve venda de softwares piratas com

valor de varejo de US$100 mi)

WILMINGTON, Estados Unidos (Reuters) - Em um caso que autoridades norte-americanas dizem ser o primeiro do seu tipo, um empresário chinês declarou-se culpado na segunda-feira de vender cópias softwares norte-americanos usados em defesa, engenharia e tecnologia espacial, programas que os promotores disseram ter um valor de varejo de 100 milhões de dólares.

Um dos softwares pirateados foi roubado de cerca de 200 empresas norte-americanas e vendido a 325 compradores no mercado negro em 61 países de 2008 a 2011, afirmaram os promotores em documentos judiciais. Compradores em 28 Estados dos EUA incluem um engenheiro da Nasa e um cientista-chefe de uma empresa de serviços terceirizados de defesa, segundo os promotores.

As vítimas corporativas no caso incluem Microsoft, Oracle, Rockwell Automation, Agilent Technologies, Siemens, Delcam, Altera e SAP, disse um porta-voz do governo dos EUA.

As autoridades norte-americanas e o advogado do acusado, Mingli Chen, disse que o caso foi o primeiro no qual um empresário envolvido em pirataria industrial de software foi atraído por agentes infiltrados na China e preso.

O empresário Xiang Li foi preso em junho de 2011, durante uma operação de agentes infiltrados do Departamento de Segurança Interna dos EUA na ilha de Saipan, um território norte-americano perto de Guam.

“Eu quero dizer ao tribunal que o que eu fiz foi errado e ilegal e quero dizer que sinto muito”, disse Li ao juiz distrital norte-americano Leonard Stark, durante audiência. O cidadão chinês falou por meio de tradutor.

US$100 MILHÕES

Em documentos, os promotores David Hall e Edward McAndrew disseram que o valor de varejo dos programas que Li vendeu ilegalmente supera os 100 milhões de dólares.

Durante a audiência, Li refutou a cifra. Depois da audiência, seu advogado afirmou que Li não tinha ciência do valor de varejo do que estava vendendo até ser pego e que planeja apresentar sua própria estimativa de valor durante o julgamento, em 3 de maio.

O caso de Li envolve software sofisticado de negócios e, portanto, pequenas quantidades de produtos de alto valor. O valor de varejo dos produtos pirateados varia de várias centenas de dólares a mais de 1 milhão de dólares por peça. Ele vendia as cópias online por entre 20 e 1.200 dólares, segundo documentos judiciais.

Em um momento, o Crack99.com e outros sites de Li ofereceram mais de 2.000 títulos de software pirateados, afirmaram promotores. Segundo eles, Li percorria fóruns da Internet em busca de software e de pessoas com conhecimento para obter os códigos necessários para destravá-los. A partir daí, ele colocava os títulos à venda em seus sites.

As autoridades afirmaram que Li transferia os programas pirateados aos seus clientes por meio de arquivos compactados enviados ao Gmail ou enviando links de servidores para download.

“Ele tinha muito orgulho dele mesmo”, disse Chen sobre seu cliente. “Ele não sabia que estava cometendo um crime grave.”

Agentes do departamento de imigração dos EUA descobriram o esquema de Li depois que uma empresa não identificada do país percebeu que seu software estava sendo vendido no crack99.com. Trabalhando sob disfarces por 18 meses a partir de 2010, os agentes norte-americanos fizeram pelo menos cinco compras com Li.

LANÇAMENTO DE MÍSSEIS

Os programas pirateados comprados pelas autoridades incluíram versões de “Satellite Tool Kit”, da Analytical Graphics, um programa de módulos que promotores descreveram como destinado a “ajudar empresas de defesa, aeroespaciais e de inteligência a simular cenários da vida real, como lançamento de mísseis, situações de guerra e trajetórias de voo.” Os agentes compraram o programa avaliado em 150 mil dólares por alguns milhares de dólares.

As autoridades dos EUA conseguiram que Li viajasse para o território norte-americano de Saipan sob a premissa de discutir uma operação de negócios ilícita. Em um hotel da ilha, Li entregou a eles um pacote que, segundo promotores, continha “20 gigabytes de dados proprietários obtidos ilegalmente de uma companhia de software americana”. A empresa não foi identificada nos documentos do tribunal.

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