7 de Fevereiro de 2013 / às 15:53 / em 5 anos

UE quer que empresas compartilhem dutos para reduzir custos de banda larga

BRUXELAS, 7 Fev (Reuters) - A Comissão Europeia quer que as companhias de água, eletricidade e gás compartilhem suas tubulações subterrâneas com empresas de telecomunicações, a fim de reduzir o custo de instalação de cabos de fibra ótica e propiciar banda larga mais rápida, afirma um documento da Comissão visto pela Reuters.

A Comissão está tentando ajudar as companhias a reduzir o custo de instalação de redes de fibra ótica porque as redes de cabos de cobre do continente não serão capazes de sustentar o ritmo de expansão do uso de Internet -- especialmente Internet móvel.

O uso de dados por aparelhos móveis deve crescer três vezes mais rápido que o tráfego via computador.

Analistas estimam que o compartilhamento de tubulações pode propiciar economia de 30 a 50 por cento na instalação de cabos, o que segundo a Comissão pode representar até 80 por cento dos custos de entre 20 e 100 libras (30 e 160 dólares) por metro no Reino Unido, por exemplo.

As companhias europeias de telecomunicações também vem demorando a instalar cabos que podem levar de 30 a 40 anos para propiciar retorno.

O anteprojeto de regulamentação afirma que as operadoras de redes, entre as quais portos, aeroportos e serviços de coleta de esgotos, seriam forçadas a oferecer acesso a sua tubulação “sob termos e condições justos, inclusive o preço”.

“Essa regulamentação tem por objetivo reduzir os custos de instalação de infraestrutura física adequada a redes de comunicação eletrônica de alta velocidade”, afirma a proposta de Neelie Kroes, comissária da Agenda Digital da União Europeia.

A Comissão aproveitou ideias empregadas em Paris, onde empresas como a France Telecom usam as redes de esgotos da cidade a preço reduzido a fim de instalar seus cabos de fibra ótica.

Redes de cabos de cobre, mais antigas, são controladas por grandes empresas de telecomunicações como a France Telecom e a Deutsche Telekom, que herdaram as linhas quando foram privatizadas nos anos 90. Empresas como a Iliad pagam aluguel pelo uso desses cabos.

As empresas mais novas dizem que receberiam bem a medida, caso adotada, afirmou a associação setorial que as representa em Bruxelas.

“Já que operadoras alternativas são os principais investidores nas redes de fibra ótica, fortemente apoiamos a ambiciosa iniciativa da Comissão”, afirmou Erzsebet Fitori, diretora de assuntos regulatórios na European Competitive Telecommunications Association.

Reportagem de Claire Davenport e Francesco Guaracio

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