January 15, 2014 / 1:42 PM / 4 years ago

Acionista pede mudança no Conselho da Telecom Italia para reduzir influência da Telefónica

MILÃO, 15 Jan (Reuters) - O investidor rebelde Marco Fossati pediu nesta quarta-feira que a Telecom Italia dê aos acionistas minoritários mais assentos no Conselho de Administração, em sua tentativa de reduzir a influência da espanhola Telefónica sobre a rival italiana.

A Telefónica controla a Telecom Italia, juntamente com três instituições financeiras italianas, por meio do veículo de investimento Telco, que tem uma participação de 22,4 por cento na empresa.

O arranjo acionário vem permitindo que a Telco nomeie quatro quintos do Conselho, deixando os investidores minoritários com pouco a dizer sobre a estratégia da companhia.

Em uma carta ao Conselho de Administração da Telecom Italia, Fossati - terceiro maior acionista da empresa, com uma participação de 5 por cento - pediu a introdução de sistema de votação proporcional.

A Telecom Italia e a Telefónica são concorrentes diretas no Brasil - a primeira controla a TIM Participações, e a segunda, a Vivo - e Fossati acredita que este conflito de interesses poderia forçar o presidente-executivo Marco Patuano a tomar decisões que favoreçam a gigante de telecomunicações espanhola.

Um ponto-chave do debate é o futuro da TIM Participações, que responde pela principal fonte de crescimento da endividada operadora italiana de telefonia. Fontes próximas ao assunto dizem que a Telefónica avalia repartir e vender a TIM para atender às exigências das autoridades regulatórias.

“Fossati quer ter certeza de que a venda da unidade no Brasil só será realizada se o preço for muito maior do que seu valor de mercado atual”, afirmou nesta quarta-feira uma fonte do setor financeiro familiarizada com o pensamento do executivo.

As discussões sobre governança provavelmente continuarão nas próximas semanas, em meio a especulações de que uma oferta pela TIM, cujo valor de mercado passa de 13 bilhões de dólares, pode estar próxima.

A Telecom Italia deve decidir em uma reunião do Conselho na quinta-feira que qualquer oferta por sua unidade brasileira deverá ser avaliada por diretores independentes, numa investida que poderá protegê-la de acusações de conflito de interesses.

Outra reunião do Conselho no dia 6 de fevereiro deve discutir a proposta de Fossati para uma representação proporcional dos investidores minoritários no Conselho, disse uma fonte próxima ao assunto.

Por Stefano Rebaudo

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