August 13, 2018 / 3:16 PM / 3 months ago

DIs voltam a subir com aversão ao risco no mercado externo

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas da maioria dos contratos futuros de juros voltavam a subir nesta segunda-feira, após uma pequena pausa durante o pregão com correção, acompanhando o movimento de aversão ao risco no exterior, desencadeado pela Turquia.

Também pesava sobre o mercado a notícia de que o banco central da Argentina elevou novamente sua taxa básica de juros, a fim de enfrentar a forte volatilidade que seus mercados vêm sofrendo.

“O mercado (no Brasil) teme o risco de contaminação”, afirmou o chefe da mesa de renda fixa de uma corretora local.

No começo da tarde, a Argentina elevou sua taxa básica de juros para 45 por cento ao ano, frente a 40 por cento, após o peso despencar em decorrência de um escândalo de corrupção que envolveu políticos e empresários argentinos e também com o forte recuo da lira turca.

A Turquia era o centro de preocupações dos investidores diante da influência do presidente Tayyip Erdogan sobre a economia, suas repetidas solicitações por taxas de juros mais baixas e o agravamento dos laços com os Estados Unidos.

O banco central turco elevou as taxas de juros para apoiar a lira em maio, mas não apertou a sua política monetária na última reunião. Agora, diminuiu as taxas de depósitos compulsórios para os bancos, além de se comprometer a fornecer liquidez necessária, mas o mercado seguia nervoso.

A lira operava em forte baixa ante o dólar nesta sessão, depois de já ter recuado mais de 40 por cento neste ano. No Brasil, o dólar saltava mais de 1 por cento e era negociado no patamar de 3,91 reais, com potencial para impactar a inflação doméstica.

Fonte do Ministério da Fazenda informou à Reuters nesta segunda-feira que o Brasil está pronto para atuar nos mercados financeiros em caso de excesso de volatilidade em razão da situação turca.

A curva a termo precificava nesta sessão cerca de 95 por cento de chance de alta de 0,25 ponto percentual da Selic no encontro de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom), com o restante indicando alta de 0,50 ponto, segundo operadores.

Atualmente, a Selic está no piso histórico de 6,50 por cento ao ano.

Internamente, com a agenda esvaziada, os investidores mantinham o foco na cena eleitoral doméstica, nesta semana em que os candidatos à Presidência têm de registrar suas candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 14:48:

mês ticker último fechamento variação

(%) anterior (p.p.)

(%)

OCT8 6,438 6,442 -0,004

JAN9 6,795 6,765 0,03

JAN0 8,48 8,42 0,06

JAN21 9,63 9,52 0,11

JAN23 11,14 11 0,14

Edição de Patrícia Duarte

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