August 15, 2018 / 2:19 PM / in 3 months

DIs sobem com preocupações com Turquia e cena eleitoral doméstica

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros operavam em alta nesta quarta-feira, influenciadas pela retomada da aversão ao risco no exterior ainda com as preocupações com a Turquia, embora a cena política local também trouxesse cautela aos agentes.

“A retaliação Turca pode dificultar ainda mais as negociações com os Estados Unidos, principalmente na questão diplomática”, disse o gestor de derivativos de uma corretora local.

Os turcos dobraram as tarifas sobre algumas importações norte-americanas, incluindo álcool, carros e tabaco, nesta quarta-feira, em retaliação aos movimentos dos Estados Unidos.

Ancara agiu em meio ao aumento da tensão entre os dois países sobre a detenção de um pastor norte-americano e outras questões diplomáticas na Turquia, que ajudaram a levar a lira a uma queda recorde em relação ao dólar.

As preocupações com a Turquia levavam o dólar a subir ante moedas de países emergentes neste pregão. Sobre o real, a alta da moeda norte-americana era de mais de 1 por cento, chegando a encostar no patamar de 3,92 reais, movimento que pode levantar preocupações sobre o impacto sobre a inflação.

A curva a termo precificava nesta sessão 85 por cento de chance de alta de 0,25 ponto percentual da Selic em setembro, ante 70 por cento na véspera, com o restante indicando manutenção, segundo operadores. A Selic está na mínima histórica de 6,50 por cento ao ano.

A trajetória de alta dos juros também era influenciada por uma pesquisa eleitoral que mostrou que o candidato que mais agrada ao mercado, o tucano Geraldo Alckmin, seguia sem ganhar tração. Os investidores vêem nele o perfil reformista para promover as reformas que acham necessárias à economia.

Segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, lidera as intenções de voto para as eleições de outubro com 23,9 por cento de preferência no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Marina Silva (Rede) é a segunda colocada, com 13,2 por cento de apoio, em empate técnico com Ciro Gomes (PDT), que registra 10,2 por cento de apoio. Geraldo Alckmin (PSDB) vem a seguir, com 8,5 por cento, à frente de Alvaro Dias (Podemos), com 4,9 por cento, e de Fernando Haddad (PT), com 3,8 por cento.

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