December 6, 2018 / 11:25 AM / 7 days ago

DIs longos sobem com aversão ao risco global

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros de longo prazo subiam nesta quinta-feira, sob influência da maior aversão ao risco no mercado internacional após a prisão de uma executiva chinesa no Canadá, alimentando temores de novas tensões entre Estados Unidos e China.

15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

“Quando os investidores acordaram na última segunda, a expectativa era de uma semana mais positiva após o ‘cessar-fogo’ de tarifas acordado entre o presidente americano (Donald) Trump e o mandatário chinês Xi Jinping. O otimismo durou menos de um dia e de lá para cá as coisas apenas se deterioraram”, escreveu a Coinvalores.

No mais recente acontecimento, Meng Wanzhou, vice-presidente financeira da Huawei e filha do fundador da empresa, Ren Zhengfei, foi presa em Vancouver e enfrenta uma possível extradição para os EUA por supostas violações de sanções dos EUA.

A notícia afetou as esperanças de que fossem amenizadas as tensões comerciais entre Estados Unidos e Chinas depois da trégua de 90 dias acertada entre as partes no último sábado.

“As tensões entre EUA e China continuam determinantes para o comportamento dos mercados globais”, escreveu o banco Bradesco em relatório, afirmando que a prisão da executiva chinesa reforça a cautela dos investidores e se reflete “na procura de ativos considerados mais seguros”.

Na lista de preocupações, na véspera o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que seria forçado a responder se os EUA saírem do Tratado de Controle de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF, na sigla em inglês), um dia depois de os norte-americanos darem um ultimato de 60 dias aos russos.

O achatamento recente da curva de juros norte-americana também levantou preocupações sobre uma possível recessão na maior economia do planeta e fez os investidores fugirem dos ativos mais arriscados nesta semana.

O desfecho do encontro dos países membros da Opep era outro item da lista, depois que o Irã avisou que não cortará a produção de petróleo até que as sanções contra o país impostas pelos EUA sejam retiradas.

A Opep e aliados estão trabalhando para reduzir a produção de petróleo em até 1,5 milhão de barris por dia, mas não conseguirão chegar a um pacto se não houver um acordo com a Rússia, que não integra o grupo, disse o ministro saudita da Energia, Khalid al-Falih, nesta quinta-feira.

Os preços do petróleo operavam com fortes quedas nesta sessão.

Internamente, os investidores seguiam monitorando o noticiário sobre o futuro governo, aguardando novidades sobretudo sobre a reforma da Previdência e a cessão onerosa.

O trecho mais curto da curva de juros rondava a estabilidade à espera do próximo encontro do Comitê de Política Monetária, semana que vem.

A curva a termo precificava nesta sessão 96 por cento de chances de manutenção da taxa Selic em 6,5 por cento no encontro do BC que termina em 12 de dezembro, ante 98 por cento na véspera. O restante indicava alta de 0,25 ponto percentual, mostram dados da Reuters.

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