December 10, 2018 / 1:01 PM / 7 months ago

DIs longos sobem com alta do dólar ante real e exterior; curtos cedem com inflação baixa

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros de longo prazo operavam sem uniformidade nesta segunda-feira, com o trecho mais longo em alta sob influência do dólar ante o real e do mercado internacional, diante da continuidade das preocupações com a guerra comercial entre Estados Unidos e China e com a desaceleração econômica mundial.

Imagem ilustrativa de moedas de real 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

“A expectativa é de uma desaceleração global que, em meio às tensões comerciais entre China e EUA, provocam um olhar de maior cautela”, escreveram os economistas do Bradesco em relatório.

O mercado vem monitorando o desdobramento das relações entre EUA e China depois que uma executiva da Huawei foi presa no Canadá e jogou areia nas esperanças de que a trégua comercial acertada entre os dois países no encontro do G20 possa terminar com algum acordo.

Além disso, a China divulgou no sábado que seu superávit comercial com os EUA aumentou no mês passado, ao mesmo tempo em que suas importações e importações cresceram muito menos do que o previsto, dois pontos delicados da guerra comercial.

Nesse ambiente, o mercado segue nervoso e espera que ao menos alguma notícia positiva brote do encontro de política monetária do Federal Reserve, banco central dos EUA, na próxima semana, no sentido de reforçar as indicações recentes de que os juros podem subir menos do que o inicialmente previsto.

Também havia cautela no cenário doméstico, com o noticiário político local levando os investidores a evitarem tomar posições mais agressivas nesta reta final de ano.

Destaque para os desdobramentos das denúncias envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito e filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, que podem impactar o futuro governo.

O trecho mais curto da curva, por sua vez, exibia pequenas baixas, ainda repercutindo a inflação fraca e revisões para baixo não só do índice que baliza a meta do governo como também da Selic para o próximo ano.

Segundo a pesquisa Focus, o mercado agora prevê Selic a 7,5 por cento em 2019, de 7,75 por cento antes, uma vez que a previsão para a inflação medida pelo IPCA caiu a 4,07 por cento, de 4,11 por cento antes.

“A inflação corrente bem comportada dá tempo ao BC para observar os efeitos da recuperação do crescimento sobre a inflação, fazendo um ajuste gradual no segundo semestre, quando já ajusta seu foco de atuação para 2020”, de acordo com o Bradesco.

A inflação lenta provavelmente fará o BC manter, nesta quarta-feira, os juros inalterados na mínima histórica por ainda mais tempo do que o previamente esperado, mostrou pesquisa da Reuters.

A curva a termo precificava nesta sessão praticamente 100 por cento de chances de manutenção da taxa Selic em 6,5 por cento no encontro do BC que termina em 12 de dezembro, ante 98 por cento na sessão anterior.

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