December 11, 2018 / 11:12 AM / in 6 months

DIs recuam com dólar, pressão inflacionária fraca e alívio externo

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros recuavam nesta terça-feira, em dia de recuperação ao forte movimento de aversão ao risco da véspera, mas sem tirar o foco das preocupações que vêm afetando os ativos, como o Brexit, guerra comercial e desaquecimento econômico global.

Imagem ilustrativas de moeda de real 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

“Os investidores recebiam com relativo otimismo o avanço das negociações entre EUA e China”, escreveu a corretora Renascença.

A China e os Estados Unidos discutiram na terça-feira o roteiro para o próximo estágio de suas negociações comerciais, durante uma ligação telefônica entre o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, e o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, e o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer.

Outro fator de tensão que ajudou a agravar as vendas generalizadas da véspera foi a suspensão da votação do acordo costurado por Theresa May e a União Europeia para tirar o Reino Unido do bloco econômico. Nesta terça, o porta-voz da premiê disse que o acordo será levado de volta ao Parlamento para votação antes de 21 de janeiro.

A trégua no nervosismo externo e a atuação doméstica do Banco Central no mercado de câmbio garantiam o recuo do dólar ante o real, também ajudando na trajetória de baixa da curva de juros.

Dois novos dados mostrando fraqueza da inflação reforçavam a leitura de espaço para manutenção da Selic por mais tempo pelo Banco Central, que inicia nesta terça-feira reunião de dois dias de política monetária e para a qual se espera continuidade da taxa básica de juros em 6,50 por cento.

Destaque para a deflação de 1,16 por cento do IGP-M ma primeira prévia de dezembro, a maior para o período em 12 anos e meio.

“Achamos que o BC continuará declarando como os riscos se desenvolveram nos últimos meses, evitando ser explícito nos próximos passos”, escreveram os economistas do banco UBS Fabio Ramos e Tony Volpon.

Para eles, “menos incertezas domésticas após as eleições e a nova equipe econômica parecem estar levando a um cenário de mercado mais favorável, impulsionando as empresas e a confiança do consumidor, embora a ansiedade sobre a capacidade do governo de lidar com as macro reformas permanecem”.

A curva a termo precificava nesta sessão praticamente 100 por cento de chances de manutenção da taxa Selic em 6,5 por cento no encontro do BC que termina em 12 de dezembro.

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