December 13, 2018 / 11:21 AM / 8 months ago

DIs caem após Copom abandonar sugestão de alta dos juros e com varejo abaixo do esperado

Imagem ilustrativas de moeda de real 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros iniciaram a quinta-feira em queda, sob influência do mercado externo propenso ao risco nesta sessão e após o Banco Central afastar a possibilidade de uma eventual alta dos juros à frente.

No comunicado da decisão em que manteve a Selic inalterada em 6,50 por cento, o BC reafirmou na véspera que a conjuntura econômica ainda prescreve política monetária estimulativa, mas excluiu menção de que “esse estímulo começará a ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora”.

“A inflação voltou a desacelerar e aumentou o risco de a atividade fraca trazer a inflação mais para baixo”, explicou o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano, para quem os juros devem subir no terceiro trimestre de 2019, mesmo com os sinais recentes.

“Mantemos o cenário de alta a partir do terceiro trimestre. Se a inflação piorar, pode antecipar para o segundo, ou se melhorar, no quarto trimestre ou em 2020. Um cenário bastante provável é o BC subir de forma bastante gradual, 0,25 ponto porcentual por reunião”, acrescentou.

Os dados fracos do varejo de outubro reforçavam o cenário de retomada lenta da economia. As vendas caíram 0,4 por cento ante setembro e subiram 1,9 por cento na comparação com o ano anterior, quando as expectativas eram de avanço de 0,1 e 3,2 por cento respectivamente.

Para o primeiro encontro de política monetária do BC em 2019, em 5 e 6 de fevereiro, a curva a termo precificava nesta sessão 16 por cento de chances de uma alta da Selic de 0,25 ponto percentual, de 13 por cento na véspera. A maior parte das apostas é para manutenção em 6,50 por cento.

O ambiente favorável no mercado internacional também ajudava na trajetória de baixa da curva a termo, após a Itália anunciar que vai reduzir seu plano de déficit orçamentário numa disputa com a União Europeia, e com os investidores à espera do resultado do encontro de política monetária do Banco Central Europeu.

O voto de confiança garantido pela premiê britânica Theresa May também ajudava nessa busca pelo risco, embora, internamente, a correção do dólar ante o real após a forte queda da véspera segurasse um pouco o movimento.

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