December 14, 2018 / 11:15 AM / 7 months ago

DIs recuam com fluxo e dados fracos de inflação

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros de longo prazo ignoravam o cenário externo de maior aversão ao risco nesta sexta-feira e caíam com fluxo de recursos, enquanto o trecho mais curto exibia leves oscilações sob influência da inflação mais fraca.

Imagem ilustrativas de moeda de real 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

“Os estrangeiros, que haviam zerado suas posições vendidas recentemente, agora resolveram voltar”, explicou o gestor de renda fixa da Absolute Invest, Maurício Patini.

“Os DIs estão indo para onde têm que ir: os juros estão baixos, o BC é bom e independente, a inflação está sob controle e a atividade não está vindo. A curva de juros têm que ser mais baixa”, acrescentou.

Nesta sexta-feira, mais um dado mostrando pressões inflacionárias fracas se somou a outros divulgados recentemente, reforçando a leitura já mostrada pelo comunicado da reunião de política monetária do Banco Central de que a taxa Selic pode ficar baixa por um tempo prolongado.

Os preços no atacado e no varejo recuaram e o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) passou a recuar 1,23 por cento em dezembro, registrando a maior deflação da série histórica. A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 1,17 por cento.

No comunicado em que apresentou sua decisão de manter a Selic estável, na quarta-feira, o BC indicou que vê um quadro mais benigno para a inflação, retirando qualquer menção a uma eventual alta de juros à frente, o que já favoreceu o recuo da curva de juros na véspera.

A curva a termo precificava para o primeiro encontro de política monetária do BC em 2019, em 5 e 6 de fevereiro, 96 por cento de chance de estabilidade da taxa, com o restante indicando corte de 0,25 ponto percentual. Na véspera, 13 por cento das chances indicavam uma alta da Selic de 0,25 ponto percentual.

Mais cedo, os DIs longos chegaram a subir sob influência do ambiente externo, em meio às preocupações com o desaquecimento da economia chinesa após a divulgação de dados mais fracos do que o esperado.

As vendas no varejo da China cresceram em novembro no ritmo mais fraco desde 2003 e a produção industrial aumentou à taxa mais fraca em quase três anos uma vez que a economia perdeu ainda mais força, aumentando a pressão sobre Pequim para acabar com a disputa comercial com os Estados Unidos.

Na Europa, as empresas da zona do euro se expandiram ao ritmo mais lento em mais de quatro anos uma vez que o crescimento das novas encomendas perdeu força diante das tensões comerciais e protestos violentos na França, mostrou nesta sexta-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI).

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