August 24, 2018 / 2:29 PM / 2 months ago

DIs recuam com exterior mais favorável e correção

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros recuavam nesta sexta-feira, com o humor melhor no mercado internacional contribuindo para correção das altas recentes, após o chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, ter reforçado o sinal de mais altas de juros pelo banco central norte-americano de forma gradual.

Imagem ilustrativa de moedas de real 15/10/2010 REUTERS

“Ele (Powell) não trouxe novidades, segue o movimento (de correção)”, afirmou um gestor de derivativos de uma corretora local.

Powell afirmou que aumentos constantes da taxa de juros pelo Fed são a melhor maneira de proteger a recuperação econômica dos Estados Unidos e manter o crescimento do mercado de trabalho o mais forte possível e a inflação sob controle.

Endossando a postura de política monetária do Fed poucos dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter criticado as altas de juros, Powell usou o simpósio anual de Jackson Hole para “explicar hoje porque meus colegas e eu acreditamos que esse processo gradual... continua apropriado”.

O Fed já subiu os juros duas vezes neste ano e está na trilha para aumentar outras duas vezes até dezembro.

No exterior, o dólar ampliou a queda ante uma cesta de moedas após o discurso de Powell. O dólar também caía ante divisas de países emergentes, entre elas o real.

Depois de mais de 6,5 por cento de ganhos acumulados nos últimos sete pregões, o dólar passava por correção nesta sessão mas ainda estava bem próximo do patamar de 4,10 reais, com a cena eleitoral incerta mantendo os investidores em modo cautela.

Nova pesquisa semanal da corretora XP Investimentos divulgada mais cedo mostrou poucas mudanças na preferência do eleitorado, com oscilações dentro da margem de erro e o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) mantendo a liderança na disputa em cenário sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no páreo.

Pesquisas recentes mostraram que o candidato preferido do mercado, Geraldo Alckmin (PSDB), seguia sem ganhar tração e possibilidade de o PT ir para o segundo turno. O tucano é visto pelo mercado como um candidato comprometido com as reformas que considera importantes para o ajuste fiscal do país.

A curva a termo precificava nesta sessão 96 por cento de chances de alta de 0,25 ponto percentual da Selic em setembro, igual à véspera, com o restante indicando manutenção, segundo operadores. A Selic está hoje no piso histórico de 6,50 por cento ao ano.

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