August 24, 2018 / 7:39 PM / in 3 months

DIs recuam com exterior mais favorável contribuindo para correção

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros fecharam a sexta-feira em baixa, mas longe das mínimas, com o melhor humor no mercado internacional contribuindo para correção das altas recentes, após o chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, ter reforçado o sinal de mais altas de juros pelo banco central norte-americano de forma gradual.

“Powell defendeu a estratégia de aumento gradual da taxa de juros como um caminho intermediário entre arriscar o excesso de aperto e ignorar as pressões inflacionárias que podem estar aumentando silenciosamente”, avaliou o analista da gestora CIBC, Avery Shenfeld, em nota.

Powell afirmou que aumentos constantes da taxa de juros pelo Fed são a melhor maneira de proteger a recuperação econômica dos Estados Unidos e manter o crescimento do mercado de trabalho o mais forte possível e a inflação sob controle.

Endossando a postura de política monetária do Fed poucos dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter criticado as altas de juros, Powell usou o simpósio anual de Jackson Hole para “explicar hoje porque meus colegas e eu acreditamos que esse processo gradual... continua apropriado”.

O Fed já subiu os juros duas vezes neste ano e está na trilha para aumentar outras duas vezes até dezembro.

No exterior, o dólar caía ante uma cesta de moedas e também ante divisas de países emergentes, entre elas o real.

Depois de mais de 6,5 por cento de ganhos acumulados nos últimos sete pregões, o dólar também passava por correção neste pregão, mas tanto no câmbio quanto nos juros os investidores evitaram ajustes muito ousados, já que a cautela eleitoral se mantinha.

“Tem gente que não quer passar o final de semana vendido (apostando na queda das taxas)”, argumentou um profissional da mesa de derivativos de uma corretora local.

Desta forma, o DI com vencimento em janeiro de 2021, por exemplo, terminou abaixo da mínima de 9,63 por cento no dia. Na semana até a véspera, a taxa havia acumulado alta de 0,50 ponto percentual.

Nova pesquisa semanal da corretora XP Investimentos divulgada nesta manhã mostrou poucas mudanças na preferência do eleitorado, com oscilações dentro da margem de erro e o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) mantendo a liderança na disputa em cenário sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no páreo.

Pesquisas recentes mostraram que o candidato preferido do mercado, Geraldo Alckmin (PSDB), seguia sem ganhar tração e com visões de possibilidade de o PT ir para o segundo turno. O tucano é visto pelo mercado como um candidato comprometido com as reformas que considera importantes para o ajuste fiscal do país.

A curva a termo precificou nesta sessão 100 por cento de chances de alta de 0,25 ponto percentual da Selic em setembro, segundo operadores. A Selic está hoje no piso histórico de 6,50 por cento ao ano.

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