September 12, 2018 / 2:52 PM / 10 days ago

DIs recuam com reação a cenário eleitoral após pesquisa Ibope

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros recuavam nesta quarta-feira, reagindo ao cenário eleitoral mostrado pela pesquisa Ibope, com o candidato do PSL Jair Bolsonaro na liderança pela disputa à Presidência, com diminuição de sua rejeição e maior competitividade no segundo turno.

Moedas de um real em foto ilustrativa 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

De acordo com o Ibope, Bolsonaro lidera com 26 por cento das intenções de voto, enquanto Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin e Fernando Haddad (PT) têm empate técnico na segunda posição.

Para o segundo turno, as quatro simulações divulgadas na terça-feira trouxeram empate técnico como resultado, enquanto na semana passada Bolsonaro perdia para Ciro, Marina e Alckmin e tinha empate técnico contra Haddad. A pesquisa mostrou ainda menor rejeição numérica a Bolsonaro.

Isso um dia depois de as taxas terem fechado em alta uma vez que o mercado avaliou que a pesquisa Datafolha, apresentada na segunda-feira, mostrou força dos candidatos mais à esquerda na disputa presidencial.

“É possível que os números do Ibope tenham captado melhor a comoção inicial com o atentado contra a vida de Bolsonaro, ao passo que os dados do Datafolha parecem sugerir que tal comoção já estava se dissipando”, avaliou a corretora Renascença em relatório.

O Datafolha fez o levantamento na segunda-feira e o divulgou no mesmo dia, enquanto o Ibope realizou a pesquisa entre sábado e segunda-feira e a divulgou na noite de terça-feira. Assim, ambas foram feitas depois do ataque a faca sofrido por Bolsonaro na semana passada.

Novas pesquisas são aguardadas para os próximos dias, com destaque para novo Datafolha na sexta-feira.

No mercado externo, o dólar caía ante a maioria das moedas emergentes, em dia de um pouco mais de busca por risco apesar das contínuas preocupações com a guerra comercial.

A curva a termo de juros continuava precificando nesta sessão apostas divididas entre manutenção e alta de 0,25 ponto percentual da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que termina no dia 19 de setembro, segundo operadores. A Selic está atualmente no piso histórico de 6,50 por cento ao ano.

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