September 25, 2018 / 12:24 PM / a month ago

DIs sobem após ata reforçar piora de riscos à inflação e pesquisa Ibope

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros subiam nesta terça-feira, com o trecho mais curto reagindo ao cenário de relativa piora do balanço de riscos para a inflação apresentado pelo Banco Central e o mais longo refletindo a cautela com o cenário eleitoral.

Imagem ilustrativa de moedas de real 15/10/2010 REUTERS

Na ata do último encontro de política monetária, o BC avaliou que o nível de repasse cambial tem se mostrado contido, com exceção de alguns preços administrados, mas reforçou que as medidas de inflação subjacente se elevaram para níveis apropriados.

Na semana passada, quando manteve a Selic no piso histórico de 6,50 por cento ao ano, o BC já havia indicado que pode vir a subir a Selic caso haja piora do quadro atual, destacando na ata que o balanço de riscos mostra-se “assimétrico”

“Com o balanço de riscos assimétrico, o BC pode antecipar o processo de normalização (da política monetária) porque a inflação pode surpreender lá na frente, embora o nosso cenário ainda seja de manutenção da taxa Selic em outubro”, afirmou o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano.

“Ele indicou que, com a piora do balanço de riscos, a probabilidade de a inflação ser mais alta do que o esperado é maior do que a de ela ser mais baixa”, acrescentou Serrano.

Em seu próximo encontro de política monetária, em 30 e 31 de outubro, o BC já terá em mãos os resultado das eleições presidenciais. Também terá mais informações sobre os rumos da política monetária nos Estados Unidos —a expectativa é de que o Federal Reserve eleve os juros nesta quarta-feira e dê indícios sobre novo aumento em dezembro.

Os riscos políticos impulsionavam o trecho mais longo da curva de DIs nesta sessão depois que pesquisa Ibope mostrou um cenário mais adverso para o candidato do PSL Jair Bolsonaro na corrida à Presidência da República, além da alta do dólar ante o real.

O levantamento mostrou que Bolsonaro ficou estagnado em 28 por cento das intenções de votos, enquanto Fernando Haddad (PT) subiu a 22 por cento. Além disso, o candidato do PSL agora só não perde para Marina Silva (Rede) no segundo turno, além de sua rejeição ter aumentado.

“Ambas as pesquisas levantam uma bandeira vermelha de alerta para questionar uma vitória de Jair Bolsonaro em segundo turno”, escreveu a corretora CM Capital Markets, citando ainda a pesquisa do banco BTG Pactual divulgada na véspera.

A curva a termo precificava nesta terça-feira 75 por cento de chances de alta de 0,50 ponto percentual da Selic em outubro, ante 72 por cento na véspera, com o restante indicando elevação de 0,25 ponto percentual, segundo operadores.

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