September 25, 2018 / 12:59 PM / 3 months ago

Euro avança apesar de BCE minimizar declarações de Draghi sobre inflação

LONDRES (Reuters) - O euro avançava nesta terça-feira, apesar de uma autoridade do Banco Central Europeu ter minimizado as declarações do presidente do BCE, Mario Draghi, sobre a inflação “relativamente vigorosa”.

Moeda de euro em foto ilustrativa 16/03/2016 REUTERS/Phil Noble/Illustration

O dólar se mantinha com pouca variação em um dia em geral quieto no pregão europeu antes do início da reunião de política de dois dias do Federal Reserve nesta terça-feira.

O euro atingiu uma máxima de três meses e meio na segunda-feira depois que Draghi expressou confiança na inflação da zona do euro e no crescimento dos salários, antes de devolver a maior parte desses ganhos.

O economista-chefe do BCE, Peter Praet, disse nesta terça-feira que não há nada de novo nos comentários de Draghi, mas a moeda única conseguia encontrar força.

A maioria dos analistas interpretou o discurso de Draghi como “hawkish” —os mercados monetários da zona do euro anteciparam suas expectativas de um aumento de juros de 10 pontos básicos pelo BCE de outubro para setembro de 2019— ajudando a sustentar a moeda única.

Por volta das 9h43 (horário de Brasília), o euro avançava 0,26 por cento, para 1,1776 dólar. Na segunda-feira, a moeda chegou a subir para 1,1815 dólar.

Contra uma cesta de moedas, o dólar recuava 0,1 por cento, a 94,095.

“O segundo passo na normalização da política do BCE (aumentando a taxa de depósito após o já bem telegrafado fim do estímulo) e o seu impacto positivo no euro é um dos pilares da nossa previsão bullish do euro contra o dólar em 2019”, disseram analistas do ING.

“No entanto, achamos que ainda é cedo para se posicionar para o avanço do euro induzido pelo BCE neste momento”, escreveram eles, acrescentando que esperam que a política monetária impulsione o euro no início de 2019.

Os mercados de câmbio em geral estavam mais quietos nesta terça-feira, quando a última rodada de tarifas no conflito comercial entre os EUA e a China mantinha os investidores nervosos, e com o esperado aumento dos juros pelo Federal Reserve - o terceiro em 2018 -, já majoritariamente precificado pelos operadores.

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