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Euro avança apesar de BCE minimizar declarações de Draghi sobre inflação

LONDRES (Reuters) - O euro avançava nesta terça-feira, apesar de uma autoridade do Banco Central Europeu ter minimizado as declarações do presidente do BCE, Mario Draghi, sobre a inflação “relativamente vigorosa”.

Moeda de euro em foto ilustrativa 16/03/2016 REUTERS/Phil Noble/Illustration

O dólar se mantinha com pouca variação em um dia em geral quieto no pregão europeu antes do início da reunião de política de dois dias do Federal Reserve nesta terça-feira.

O euro atingiu uma máxima de três meses e meio na segunda-feira depois que Draghi expressou confiança na inflação da zona do euro e no crescimento dos salários, antes de devolver a maior parte desses ganhos.

O economista-chefe do BCE, Peter Praet, disse nesta terça-feira que não há nada de novo nos comentários de Draghi, mas a moeda única conseguia encontrar força.

A maioria dos analistas interpretou o discurso de Draghi como “hawkish” --os mercados monetários da zona do euro anteciparam suas expectativas de um aumento de juros de 10 pontos básicos pelo BCE de outubro para setembro de 2019-- ajudando a sustentar a moeda única.

Por volta das 9h43 (horário de Brasília), o euro avançava 0,26 por cento, para 1,1776 dólar. Na segunda-feira, a moeda chegou a subir para 1,1815 dólar.

Contra uma cesta de moedas, o dólar recuava 0,1 por cento, a 94,095.

“O segundo passo na normalização da política do BCE (aumentando a taxa de depósito após o já bem telegrafado fim do estímulo) e o seu impacto positivo no euro é um dos pilares da nossa previsão bullish do euro contra o dólar em 2019”, disseram analistas do ING.

“No entanto, achamos que ainda é cedo para se posicionar para o avanço do euro induzido pelo BCE neste momento”, escreveram eles, acrescentando que esperam que a política monetária impulsione o euro no início de 2019.

Os mercados de câmbio em geral estavam mais quietos nesta terça-feira, quando a última rodada de tarifas no conflito comercial entre os EUA e a China mantinha os investidores nervosos, e com o esperado aumento dos juros pelo Federal Reserve - o terceiro em 2018 -, já majoritariamente precificado pelos operadores.

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