September 27, 2018 / 1:34 PM / in 2 months

DIs têm leves oscilações após Relatório de Inflação e de olho no exterior

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros operavam com leves oscilações nesta quinta-feira, após o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do Banco Central ter reforçado a percepção de que o câmbio é determinante para definir a trajetória dos juros à frente e de olho nos cenários externo e eleitoral doméstico.

“O BC vai continuar acompanhando a evolução do câmbio para decidir os próximos passos de política monetária”, explicou o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano. “Se ele continuar se depreciando, o BC pode subir os juros já em outubro. Mas se ficar nos atuais patamares, a urgência não é tão grande”, acrescentou.

No relatório, o BC avaliou que o grau de repasse cambial ao aumento de preços na economia tende a ser atenuado pela ancoragem das expectativas de inflação, atividade econômica fraca e ociosidade das empresas, reforçando que a escalada do dólar frente ao real será analisada a fundo antes de motivar eventual elevação nos juros básicos.

“Hoje, o mais provável é uma alta (do juro) no início do ano...Estamos apenas discutindo o timing, não se ele vai subir, porque ele vai”, acrescentou Serrano.

A curva a termo passou a precificar nesta manhã apostas majoritárias de alta de 0,25 ponto percentual da Selic em outubro, com 55 por cento do total, e o restante indicando avanço de 0,50 ponto percentual, segundo operadores. Na véspera, 60 por cento das apostas eram de alta de 0,50 ponto e o restante, de 0,25 ponto.

O dólar operava com elevação na manhã desta quinta-feira, corrigindo parte do recuo da véspera que o levou para o menor valor em cinco semanas, de 4,0262 reais. O avanço, também influenciado pelo desempenho das moedas emergentes no exterior, no entanto, perdeu força desde a abertura dos negócios.

Como pano de fundo, seguia a eleição doméstica, em dia sem previsão de novas pesquisas eleitorais e com o quadro indicando, por ora, um segundo turno entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).

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