October 23, 2018 / 12:23 PM / 24 days ago

DIs longos sobem com cenário externo adverso

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros mais longos operavam em alta, sob influência do cenário externo mais adverso que também impactava o dólar, enquanto o trecho mais curto rondava a estabilidade diante da percepção de que a Selic seguirá inalterada em 6,50 por cento na próxima semana.

15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

“O impasse orçamentário italiano se junta às difíceis negociações em torno do Brexit”, disse a Advanced Corretora em relatório ao explicar o movimento externo de aversão ao risco, que conta ainda com preocupações sobre o crescimento da economia chinesa.

O mercado aguardava nesta sessão o desfecho de uma reunião da Comissão Europeia sobre o orçamento italiano, que acabou com a rejeição do plano por violar regras da União Europeia, pedindo a Roma que entregue um novo dentro de três semanas.

Ainda na zona do euro, preocupações sobre o impasse no acordo de saída do Reino Unido do bloco econômico também afetavam os negócios.

Internamente, o otimismo com o desfecho das eleições seguia como pano de fundo, com os investidores já tendo precificado amplamente uma vitória de Jair Bolsonaro (PSL) no próximo domingo.

Os investidores agora estão de olho em novidades sobre medidas que ajudarão no ajuste fiscal e, nesse ambiente, agradou a informação de que Bolsonaro defende a independência do Banco Central.

A expectativa é de que o BC mantenha a taxa básica Selic em 6,50 por cento no encontro de política monetária que termina na próxima semana, visão reforçada pela inflação divulgada mais cedo.

O IPCA-15, prévia do indicador oficial que baliza a meta do governo, subiu 0,58 por cento em outubro, ante alta de 0,09 por cento em setembro, resultado abaixo do avanço de 0,64 por cento esperado por economistas ouvidos pela Reuters.

Em 12 meses, o indicador está levemente acima da meta de 4,50 por cento de inflação do governo, com elevação de 4,53 por cento.

Mesmo assim, o mercado considera que a inflação não é um problema nesse momento e já há quem preveja que a alta da Selic não acontecerá nem neste ano nem em 2019, caso do Banco Fibra.

Em relatório, os economistas liderados por Cristiano Oliveira avaliaram que a taxa básica de juros ficará estável ao longo de 2019 por causa da eficiente ancoragem das expectativas em torno do centro da meta e também por causa da “elevada ociosidade da economia que deve ser paulatinamente preenchida nos próximos trimestres sem provocar pressão inflacionária significativa nos próximos semestres”.

A curva a termo precificava nesta sessão 84 por cento de chances de manutenção da Selic no próximo dia 31, de 83 por cento na véspera, com o restante indicando alta de 0,25 ponto percentual, segundo dados da Reuters.

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