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DIs mais longos avançam com fluxo comprador; investidores monitoram exterior e eleição local

15/10/2010. REUTERS/Bruno Domingos

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros operavam com leves elevações nesta quinta-feira, depois de tentarem corrigir na abertura parte do forte avanço da véspera, com fluxo comprador no trecho mais longo da curva a termo e com os investidores acompanhando o cenário externo e o noticiário eleitoral local.

“Estamos vendo principalmente estrangeiros atuando na ponta longa, comprando taxa (apostando na alta)”, justificou um gestor de derivativos de uma corretora local ao explicar o fôlego curto da queda registrada na abertura do mercado.

O movimento de compra de taxa está sendo influenciado pela forte aversão ao risco dos últimos dias no mercado internacional, mas que nesta quinta-feira está dando uma trégua.

Os investidores estão preocupados com o crescimento mais lendo na China, a rejeição do orçamento da Itália, a falta de acordo para o Reino Unido deixar a União Europeia e, agora, com os pacotes com supostas bombas enviadas para políticos do partido Democrata norte-americano a poucos dias das eleições parlamentares.

“O movimento (de recuperação) me parece natural após a forte pressão sofrida nos últimos dias.... Contudo, ainda acredito que seja cedo para ‘cantar vitória’ e acreditar que este movimento negativo tenha se encerrado”, escreveu o estrategista de multimercados da Icatu Vanguarda, Dan Kawa.

“É natural esperar ‘rebounds’... mas acredito que algumas questões fundamentais precisarão ser endereçadas para reverter essa tendência mais negativa.”

O dólar rondava a estabilidade ante uma cesta de moedas e caía frente a grande parte das divisas de emergentes, enquanto os rendimentos dos Treasuries operavam majoritariamente em alta.

A questão eleitoral doméstica continuava no radar, com investidores à espera da divulgação de nova pesquisa Datafolha após o fechamento do mercado e em meio às negociações para a formação da equipe do provável futuro governo Jair Bolsonaro (PSL), caso as urnas confirmem as últimas pesquisas de intenção de votos que mostram sua vitória.

A curva a termo mantinha nesta sessão os mesmos 86 por cento de chances da véspera de manutenção da Selic, com o restante indicando alta de 0,25 ponto percentual na reunião do Banco Central dia 31 de outubro, segundo dados da Reuters.

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