October 26, 2018 / 2:49 PM / 18 days ago

Dólar atinge máxima de 2 meses ante cesta após PIB dos EUA superar estimativas

Imagem ilustrativa de notas de real e dólar em casa de câmbio no Rio de Janeiro 10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes

NOVA YORK (Reuters) - O dólar avançava para uma máxima de dois meses de 96,860 contra uma cesta de moedas nesta sexta-feira, depois dos dados do terceiro trimestre do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos terem superado as estimativas.

A economia dos EUA desacelerou menos do que o esperado no terceiro trimestre, com os gastos de consumo mais fortes em quase quatro anos e um aumento no investimento em estoques compensando uma queda nas exportações de soja relacionadas às tarifas comerciais. O PIB subiu a uma taxa anualizada de 3,5 por cento, disse o Departamento de Comércio nesta sexta-feira em sua primeira estimativa.

As políticas protecionistas do presidente dos EUA, Donald Trump, reduziram 1,8 por cento do PIB, disse Greg Anderson, diretor global de estratégia de câmbio da BMO Capital Markets. A troca de tarifas entre os EUA e a China elevou o valor do dólar, que serve como refúgio seguro em tempos de volatilidade e turbulência geopolítica. O mercado também assumiu que a economia dos EUA será atingida pela redução do comércio, mas será menos prejudicada do que seus parceiros comerciais, o que também impulsiona o dólar.

No entanto, enquanto a moeda forte impulsiona os ativos dos EUA, ela também aumenta o custo das importações e exportações, o que prejudica o crescimento. O efeito líquido tende a ser neutro. “A menos que você esteja disposto e seja capaz de empurrar sua moeda ao mesmo tempo em que você está elevando suas tarifas, o movimento da moeda vai compensar as tarifas”, disse Anderson.

O relatório do PIB também mostrou que o dado de inflação preferencial do Fed, o Índice de Preços de Consumo Pessoal (PCE), que exclui alimentos e energia, não atingiu as expectativas ao aumentar a uma taxa de 1,6 por cento no terceiro trimestre. O núcleo da inflação subiu 2,1 por cento no período de abril a junho.

A inflação suave também ajudava a fortalecer o dólar. E apesar do forte crescimento, isso pode dar ao Federal Reserve uma razão para adiar o aumento da taxa de juros pela quarta vez este ano em sua reunião de políticas em dezembro.

“O alívio para o mercado é a inflação suave. Se o Fed está disposto a usá-la, isso lhes dá motivo para fazer uma pausa em dezembro, se necessário”, disse Anderson.

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