October 30, 2018 / 3:26 PM / 21 days ago

Ibovespa engata recuperação e sobe 2%; Telefônica Brasil dispara após balanço

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa avançava mais de 2 por cento nesta terça-feira, com as ações da Telefônica Brasil liderando os ganhos após salto no lucro do terceiro trimestre, com viés positivo endossado por sinalizações do presidente eleito sobre a reforma da Previdência e expectativa de votação do projeto de lei da cessão onerosa.

A visitor looks at an electronic board on the floor of Brazil's B3 in Sao Paulo, Brazil October 29, 2018. REUTERS/Paulo Whitaker - RC175F4BD9B0

Às 12:18, o Ibovespa subia 2,51 por cento, a 85.899,96 pontos. O volume financeiro somava 7,2 bilhões de reais.

Na véspera, o índice de referência do mercado acionário brasileiro caiu 2,24 por cento, a 83.796,71 pontos, após atingir máxima histórica intradia em 88.377,16 pontos.

A equipe da corretora Ágora destacou em nota mais cedo que o clima nesta sessão poderia ser mais positivo, com investidores avaliando declarações de Jair Bolsonaro, que sinalizou possível negociação para a reforma da Previdência ainda neste ano.

À TV Record, Bolsonaro disse na segunda-feira que conversará com o governo do presidente Michel Temer na próxima semana para discutir projetos que possam ser aprovados este ano no Congresso Nacional, incluindo a reforma da Previdência. A resolução de tal questão é vista como crucial por investidores.

Os agentes de mercado também estão de olho na tentativa de aprovar em regime de urgência o projeto de lei da cessão onerosa no Senado, disse a Ágora.

No exterior, as bolsas norte-americanas não mostravam uma tendência clara, com balanços corporativos dividindo as atenções com a disputa comercial entre Washington e Pequim. O S&P 500 subia 0,3 por cento. Entre as commodities, o petróleo recuava mais de 1 por cento.

DESTAQUES

- TELEFÔNICA BRASIL PN disparava 8,76 por cento, após divulgar salto de 160 por cento no lucro líquido do terceiro trimestre, para de 3,177 bilhões de reais, em meio a uma melhora do desempenho operacional e do resultado financeiro, que foi beneficiado por decisão judicial sobre incidência de PIS/Cofins sobre ICMS nas contas da empresa.

- ITAÚ UNIBANCO PN subia 2,48 por cento, revertendo perdas do começo do pregão, quando foi pressionada pelo resultado do terceiro trimestre, que mostrou aumento de gastos administrativos e queda nas receitas com tarifas e serviços. Ainda assim, o lucro recorrente do maior banco privado da América Latina somou 6,454 bilhões de reais no período, um avanço de 3,2 por cento ante mesma etapa de 2017.

- PETROBRAS PN valorizava-se 2,84 por cento, após forte perda na véspera, em meio a expectativas de votação do projeto de lei da cessão onerosa no Senado. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o líder do governo no Senado disse na véspera que conseguiu recolher 54 assinaturas necessárias para colocar em regime de urgência tal projeto.

- EMBRAER subia 3,66 por cento, revertendo fraqueza da abertura, após executivos da fabricante brasileira de aviões afirmarem que a companhia está perto de concluir a venda do controle de sua divisão comercial para a norte-americana Boeing. Mais cedo, as ações caíram mais de 1 por cento, após a Embraer reportar prejuízo líquido de 84 milhões de reais no terceiro trimestre.

- VALE tinha alta de 1,11 por cento, também recuperando-se da queda da véspera, conforme as expectativas para a mineradora seguem positivas.

- MULTIPLAN valorizava-se 4,05 por cento, após a administradora de shopping centers divulgar na noite da véspera salto de 54,1 por cento do lucro líquido do terceiro trimestre ante igual período de 2017, para 116,4 milhões de reais, ajudada pelo crescimento das receitas.

- CEMIG PN perdia 1,32 por cento, em queda pelo segundo pregão seguido, após acumular no mês até a última sexta-feira alta de 68 por cento, refletindo expectativas sobre privatização da elétrica mineira. No setor de serviços públicos, SABESP cedia 1,41 por cento, após ganhos fortes na segunda-feira, na esteira de resultado eleitoral.

- SUZANO PAPEL E CELULOSE caía 1,64 por cento, com a fraqueza do dólar ante o real abrindo espaço para alguma realização de lucro com o papel, que acumula em 2018 alta ao redor de 100 por cento. FIBRIA CELULOSE perdia 0,63 por cento.

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