October 31, 2018 / 1:52 PM / 16 days ago

DIs têm oscilações tímidas em dia de Copom, de olho no cenário externo e política local

Moedas de um real em foto ilustrativa 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros operavam com tímidas oscilações nesta quarta-feira, com os investidores esperando o resultado do encontro de política monetária do Banco Central com apostas amplamente majoritárias de manutenção da Selic em 6,50 por cento.

O cenário externo e o noticiário político local estavam no foco dos agentes, otimistas com as primeiras informações do novo governo, destacadamente o desejo do presidente eleito Jair Bolsonaro de ver aprovada pelo menos parte da reforma da Previdência ainda neste ano.

“O Copom deve fazer um primeiro ajuste na taxa de juros apenas em junho de 2019, para 6,75 por cento, alcançando 8 por cento em dezembro do ano que vem”, disse a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Ambima) em relatório.

Segundo a nota, o ciclo de alta dos juros terá início “a partir da retomada do ritmo de crescimento e dos efeitos da política monetária sobre a inflação”.

Para o mercado, a eleição de Bolsonaro, com Paulo Guedes chefiando um superministério da área econômica no próximo ano, vai assegurar a manutenção da Selic em 6,5 por cento ao ano pelo Banco Central na reunião que se encerra nesta quarta-feira, mostra a curva de juros.

A curva a termo precificava nesta sessão 94 por cento de chance de manutenção da Selic, ante 91 por cento na véspera, com o restante indicando alta de 0,25 ponto percentual, segundo dados da Reuters.

Desta forma, os investidores aguardam do Comitê de Política Monetária (Copom) indicação dos próximos passos com o novo cenário político doméstico.

Para o encontro de dezembro, segundo operadores, as apostas indicavam 18 por cento de alta da Selic em 0,25 ponto percentual, de 24 por cento na véspera, com o restante indicando manutenção, segundo operadores.

No mercado externo, o dia era de menor aversão ao risco, embora o dólar subisse ante moedas fortes e emergentes com dados robustos da economia norte-americana endossando a trajetória de aumento dos juros por lá e após a forte queda recente das ações.

Por Claudia Violante

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