October 31, 2018 / 4:38 PM / 16 days ago

Dólar mantém alta ante real após Ptax, com exterior

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava em alta ante o real nesta quarta-feira, após a formação da taxa Ptax de final de mês, sob influência da valorização da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior e um dia depois de o Banco Central ter sinalizado que pretende rolar integralmente o vencimento em swap cambial tradicional de dezembro.

Imagem ilustrativa de notas de real e dólar em casa de câmbio no Rio de Janeiro 10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes

Às 13:34, o dólar avançava 1,03 por cento, a 3,7287 reais na venda, depois de marcar a máxima de 3,7456 reais. Na mínima, foi a 3,6876 reais. dólar futuro tinha alta de cerca de 0,60 por cento.

“Passada a formação da taxa Ptax, o mercado volta a olhar novamente os ativos, sobretudo lá fora, em dia de noticiário doméstico calmo”, comentou o operador de câmbio da corretora Spinelli José Carlos Amado.

A taxa Ptax de final de mês é usada para ajustar diversos contratos de derivativos cambiais. Ela fechou em 3,7177 reais, na venda.

Os investidores, no entanto, mantêm as atenções ao cenário externo e ao noticiário político local, após declarações do economista Paulo Guedes, que assumirá um superministério da área econômica no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro.

No exterior, o dólar tinha leve alta e se mantinha na máxima em 16 meses ante a cesta de moedas, fortalecido por dados robustos da economia norte-americana, que podem manter o Federal Reserve na trilha de mais aumentos de juros no país.

Nesta quarta-feira, a criação de vagas do mercado privado de trabalho teve seu maior aumento em oito meses em outubro, sugerindo que a abertura de postos de trabalho acelerou este mês após o furacão Florence ter prejudicado em setembro.

O Fed subiu os juros três vezes este ano e há previsão de mais cinco aumentos até o início de 2019 -a próxima elevação no último encontro deste ano, em 18-19 de dezembro.

O dólar também subia ante as divisas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

Internamente, os investidores continuavam otimistas com o cenário político após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) presidente, no último domingo, e com as primeiras declarações da nova equipe de governo, entre elas a intenção do novo governo de tentar aprovar a reforma da Previdência ainda no governo de Michel Temer.

O futuro ministro da área econômica, Paulo Guedes, disse também sobre a independência do Banco Central, da possibilidade de uso de reservas em caso de ataque especulativo ao câmbio e ainda defendeu a continuidade de Ilan Goldfajn à frente do BC, embora isso ainda não esteja definido.

“O dólar deve continuar oscilando ao redor dos 3,70 reais muito provavelmente até o 1º trimestre de 2019, visto que a transição governamental está somente sendo iniciada”, ponderou o sócio da corretora NGO Câmbio Sidnei Nehme.

Com a oficialização, nas urnas, do cenário que mais agradava ao mercado, havia alguma expectativa em torno do futuro dos swaps cambiais tradicionais, mas o BC sinalizou na véspera que pretende rolar integralmente o vencimento de dezembro, de 12,217 bilhões de dólares.

Em outubro até a véspera, o dólar caiu 8,58 por cento, ou quase 35 centavos de real, o que criava a expectativa de que a autoridade monetária poderia deixar de rolar parte de seu estoque de 68,864 bilhões de dólares.

Na noite da véspera, no entanto, o BC já anunciou leilão para esta quinta-feira leilão de 13,6 mil contratos, volume que, se repetido até o final do mês e vendido integralmente, rolará o total de dezembro.

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