November 1, 2018 / 1:09 PM / 18 days ago

DIs longos recuam com exterior; curtos têm pouca oscilação após BC indicar manutenção da Selic

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros de curto prazo operavam com poucas oscilações nesta quinta-feira após o Banco Central deixar a Selic inalterada e sinalizar que não há urgência em elevar a taxa básica de juros, e com dados da produção industrial reforçando essa leitura.

Moedas de um real em foto iustrativa 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

Já o trecho mais longo tinha pequenas quedas, sob influência do recuo do dólar ante o real em dia de ambiente de maior busca pelo risco no mercado externo, embora o feriado doméstico na sexta-feira possa conter o movimento.

“O mercado está convicto que o juro não sobe neste ano, só no próximo... A decisão do Copom já estava bem precificada e o resultado fraco da produção industrial reforça o quadro de manutenção do juro no curto prazo”, afirmou o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano.

O BC manteve a taxa básica de juros em 6,50 por cento na véspera, como amplamente esperado pelo mercado. Sem citar a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para presidente e as reformas prometidas por sua equipe, a autoridade julgou que “o grau de assimetria do balanço de riscos diminuiu desde sua reunião anterior”. Ponderou, entretanto, que é preciso avançar com a reformas.

A curva a termo de juros precificava nesta manhã 84 por cento de chances de manutenção da Selic no último encontro do BC este ano, em 11 e 12 de dezembro, levemente maiores do que os 80 por cento de chances da véspera, com o restante indicando alta de 0,25 ponto percentual, conforme dados da Reuters.

“Se houver avanço nas reformas, mais relevante do que o início do processo (de alta dos juros) será o nível de equilíbrio das taxas”, acrescentou Serrano explicando que, com uma reforma mais efetiva, os juros estruturais tendem a ficar mais baixos. “O BC teria necessidade de subir menos (o juro) no total.”

Reformas mais fracas, por sua vez, podem afetar os preços dos ativos, impactar no dólar e na inflação, com efeito na curva a termo.

“Se o mercado continuar vislumbrando boas chances de o governo Bolsonaro aprovar uma efetiva reforma da Previdência, então o cenário de ‘juro baixo por mais tempo’ volta à mesa diante da fragilidade da economia”, disse em relatório o estrategista-sênior do Rabobank, Maurício Oreng.

A produção industrial recuou 1,8 por cento em setembro ante agosto, em um resultado bem mais fraco com a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,8 por cento.

O dólar caía ante o real nesta sessão, sob influência do comportamento da divisa no mercado internacional e com os investidores otimistas com o noticiário político, à espera de uma resposta do juiz Sérgio Moro sobre proposta para ser o novo ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro.

Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 9:53:

mês ticker último fechamento variação

(%) anterior (%) (p.p.)

JAN9 6,42 6,425 -0,005

JAN0 7,18 7,17 0,01

JAN21 8,12 8,12 0

JAN23 9,25 9,27 -0,02

Edição de Camila Moreira

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below