November 1, 2018 / 3:44 PM / 15 days ago

Antes de feira de importação, UE pede medidas concretas de abertura comercial da China

PEQUIM/XANGAI (Reuters) - A União Europeia pediu nesta quinta-feira para que a China tome medidas concretas para abrir ainda mais seu mercado a empresas estrangeiras e fornecer igualdade de condições, dizendo que não vai assinar qualquer declaração política na feira de importações de Xangai na próxima semana.

Homens trabalham nos preparativos da Exposição Internacional de Importação da China em Xangai. 26/10/2018 . REUTERS/Stringer

A declaração da União Europeia chega às vésperas de uma exposição comercial que Pequim espera usar para sinalizar sua disposição de reduzir os déficits comerciais e atenuar as preocupações externas sobre suas práticas comerciais.

Críticos vêem a Exposição Internacional de Importação da China, ou CIIE (na sigla em inglês), como um evento mal concebido que é menos sobre negócios e mais sobre postura política em meio a tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos.

A UE tem muitas das mesmas queixas dos Estados Unidos quando se trata de práticas comerciais chinesas e do tratamento de empresas estrangeiras.

“Para nós, como um dos mais importantes parceiros comerciais da China, o sucesso será medido pelas medidas oportunas, concretas e sistêmicas que a China implementa”, disse a UE.

“Essas medidas devem ir além dos ajustes de tarifas e devem visar atender às muitas preocupações antigas sobre comércio e investimento. Nossa expectativa é uma declaração clara do governo chinês, que estabeleça detalhes e prazos para tais medidas”, acrescentou.

“Por se tratar de uma iniciativa específica de um país, que se concentra em importações para abertura do mercado chinês, não endossaremos qualquer declaração política conjunta na CIIE.”

Ressaltando as preocupações europeias, um novo documento de estratégia da influente federação alemã de indústrias BDI pede às empresas que reduzam sua dependência do mercado chinês, segundo um esboço visto pela Reuters, em sinal de crescente preocupação com o modelo econômico de Pequim conduzido pelo Estado.

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447509))

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