November 5, 2018 / 11:15 AM / 13 days ago

DIs têm leves oscilações com exterior e política local

Imagem ilustrativa de moedas de real 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros operavam com leves oscilações nesta segunda-feira, após dados fortes do mercado de trabalho norte-americano reacenderem as expectativas de uma trajetória de juros mais firme nos Estados Unidos e números mais fracos da China reforçarem os temores de crescimento global mais fraco.

O cenário externo, no entanto, era contrabalançado pelo noticiário político doméstico, com a expectativa por novos nomes da equipe econômica e para o início da transição do governo Michel Temer para o de Jair Bolsonaro.

“Em semana de divulgação da ata do Copom (na terça-feira) e do IPCA de outubro (quarta-feira), os investidores monitorarão os passos do governo de transição”, escreveu a Renascença Corretora, destacando a expectativa por “possíveis anúncios sobre quais serão as medidas prioritárias que o governo levará adiante logo no início de 2019.”

Na terça-feira, as atenções estarão voltadas para o conteúdo da ata do último encontro de política monetária do Banco Central que, sem surpresas, manteve a Selic na semana passada em 6,50 por cento e indicou que o balanço de riscos melhorou, o que levou os especialistas a avaliarem que a taxa continuará nestes níveis no último encontro de 2018.

Em relação ao cenário externo, o mercado reagia ainda aos dados robustos do mercado de trabalho do país dos Estados divulgados na sexta-feira, feriado no Brasil, mostrando criação de 250 mil vagas de emprego no país, contra expectativa de 190 mil. Esse resultado pode encorajar o Federal Reserve a aumentar as taxas de juros novamente em dezembro.

Já o setor de serviços da China registrou o crescimento mais lento em mais de um ano em outubro segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Caixin/Markit, sugerindo mais perda de força econômica.

A curva a termo precificava nesta segunda-feira 71 por cento de chances de manutenção da taxa Selic em 6,5 por cento no encontro que termina em 12 de dezembro, de 74 por cento na sexta-feira. O restante indica alta de 0,25 ponto percentual, mostram dados da Reuters.

Por Claudia Violante

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