November 7, 2018 / 11:18 AM / 7 days ago

DIs longos caem com exterior; IPCA abaixo do esperado sustenta apostas de manutenção da Selic

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros operavam em baixa nesta quarta-feira, com o trecho mais longo sob influência dos mercados internacionais, após as eleições parlamentares dos Estados Unidos terem gerado um revés ao presidente Donald Trump, já que seu partido perdeu o comando da Câmara dos Deputados.

Imagem ilustrativa de moedas de real 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

O trecho mais curto, por sua vez, tinha oscilações bem tímidas, após a inflação abaixo das previsões em outubro reforçar a leitura de manutenção da Selic em dezembro.

“(Trump) provavelmente tentará governar com ordens executivas e intensificar ainda mais a guerra comercial, o que adicionará riscos negativos ao apetite ao risco e ao dólar”, avaliou em relatório o estrategista-chefe da corretora dinamarquesa Nordea Markets, Jan von Gerich.

Trump e seus colegas republicanos mantiveram a maioria no Senado na eleição de terça-feira, mas na Câmara, os democratas conquistaram mais assentos do que o necessário para assumirem o controle da Casa.

Desta forma, a nova Câmara terá a habilidade de investigar as declarações fiscais de Trump, possíveis conflitos empresariais de interesse e alegações envolvendo a campanha do presidente em 2016 e a Rússia. Os deputados também poderão impedir Trump de construir um muro na fronteira com o México, de aprovar um segundo grande pacote de cortes fiscais e de aplicar mudanças nas políticas comerciais.

“Com as Casas divididas, os Democratas devem bloquear a agenda doméstica de Trump...e, assim, o presidente americano deve dar enfoque na política externa, o que pode trazer volatilidade”, disse a corretora XP Investimentos.

O trecho mais curto da curva a termo tinha poucas oscilações, com alta de 0,45 por cento do IPCA em outubro contra expectativa de 0,55 por cento sustentando as apostas de manutenção da Selic no encontro de política monetária de dezembro.

A curva a termo precificava nesta sessão 82 por cento de chances de manutenção da taxa Selic em 6,5 por cento no encontro que termina em 12 de dezembro, de 79 por cento na terça-feira. O restante indica alta de 0,25 ponto percentual, mostravam dados da Reuters.

Os operadores citaram ainda a notícia da Folha de S.Paulo de que o Senado pode votar nesta quarta-feira projetos de lei que aumentam o salário mínimo do Supremo Tribunal Federal (STF), além da indefinição sobre se Ilan Goldfajn segue ou não à frente do comando do Banco Central.

“A notícia (sobre a votação no STF) gera algum mal-estar e pode prejudicar os negócios durante a sessão”, afirmou um gestor de renda fixa de uma corretora local, lembrando que aumento de salário gera impacto nas contas públicas.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below