November 13, 2018 / 11:16 AM / a month ago

DIs têm poucas oscilações com exterior e após varejo fraco

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros operavam com pequenas oscilações nesta terça-feira, de olho em um clima mais favorável no exterior com alívio nas tensões comerciais envolvendo os Estados Unidos, e também nas negociações do novo governo brasileiro.

Imagem ilustrativa de moedas de real 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

Os dados fracos do varejo brasileiro influenciavam o trecho mais curto da curva a termo, reforçando as discussões sobre quando o Banco Central de fato começará a subir os juros no Brasil.

“O movimento externo positivo contrabalanceia as declarações de (presidente eleito) Jair Bolsonaro indicando que a reforma da Previdência só deve sair em 2019”, disse o operador da Renascença Corretora Luis Felipe Laudisio.

No exterior, diminuíram as tensões referentes à guerra comercial entre Estados Unidos e China depois que o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, retomou as discussões com o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, em conversa telefônica na sexta-feira, segundo o jornal Wall Street Journal.

Além disso, o South China Morning Post informou que o principal negociador comercial da China, Liu He, pode visitar Washington para se preparar para as conversas entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, na cúpula do G20 na Argentina neste mês.

O dólar cedia ante moedas fortes e emergentes no exterior, em dia de recuo dos rendimentos dos Treasuries. Os investidores, no entanto, estavam de olho no Brexit e ainda na questão orçamentária italiana.

Internamente, seguiam as expectativas pelo anúncio de integrantes do governo, sobretudo em relação ao comando do Banco Central, e ainda eram acompanhadas de perto notícias sobre medidas do novo governo.

Nesta manhã, Bolsonaro anunciou no Twitter a indicação do general da reserva do Exército Fernando Azevedo e Silva, atual assessor especial do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, para o cargo de ministro da Defesa.

Na véspera, após conversar com o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, Bolsonaro reconheceu que dificilmente a reforma da Previdência será aprovada neste ano, tema caro ao mercado financeiro.

O trecho mais curto da curva a termo era influenciado pelo recuo de 1,3 por cento nas vendas no varejo em setembro, contra expectativa de queda de 0,2 por cento em pesquisa da Reuters, o que reforçava as discussões sobre a trajetória de juros.

A pesquisa Focus com uma centena de economistas ainda prevê que a taxa básica de juros fechará 2019 em 8 por cento ao ano, de 6,50 por cento neste ano.

“A atividade não está se recuperando como era previsto e a inflação continua surpreendendo para baixo”, afirmou o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano, ao ponderar que, somado a isso, as reformas que o novo governo poderia conduzir levam a essa discussão sobre início da mudança dos juros pelo Banco Central.

A curva a termo precificava nesta sessão 77 por cento de chances de manutenção da taxa Selic em 6,5 por cento no encontro que termina em 12 de dezembro, de 79 por cento antes. O restante indicava alta de 0,25 ponto percentual, mostravam dados da Reuters.

Por enquanto, a curva a termo precifica alta de juros a partir de maio, quando as chances estão em 64 por cento para aumento de 0,25 ponto percentual, segundo operadores.

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