November 14, 2018 / 11:18 AM / a month ago

DIs têm leves baixas com dólar e atividade antes de feriado; exterior e política local seguem no foco

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros registravam pequenas quedas nesta quarta-feira, em sintonia com o recuo do dólar ante o real e após dados mais fracos de atividade e inflação no Brasil, reforçando a leitura de que o Banco Central pode demorar mais para subir juros no Brasil.

Imagem ilustrativa de moedas de real 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

No entanto, o feriado prolongado no Brasil — quinta-feira é folga nacional pela Proclamação da República e terça-feira é feriado em apenas algumas cidades pelo Dia da Consciência Negra já está enxugando a liquidez.

“O recuo recente dos preços do petróleo também ajuda na leitura do viés desinflacionário”, acrescentou um profissional da mesa de renda fixa de uma corretora local, destacando o tombo recente da commodity que gerou uma onda de aversão ao risco na véspera e levou o dólar para 3,83 reais.

Em novembro, o preço médio da gasolina vendido pela Petrobras já caiu quase 11 por cento e, em relação às máximas vistas em setembro, o tombo é ainda maior, de 26,2 por cento, o que alivia a pressão sobre os índices de preços.

“Além disso, a bandeira tarifária de energia ficou amarela em novembro e já pode mudar para verde em dezembro”, completou outro profissional da mesa de derivativos de uma corretora estrangeira ao lembrar que a trajetória da inflação segue comportada e amplamente favorável à manutenção da Selic no atual patamar de 6,5 por cento.

O IGP-10 de novembro divulgado nesta quarta-feira registrou recuou de 0,16 por cento, na primeira deflação em pouco mais de um ano.

Para corroborar a leitura favorável à manutenção da Selic, a atividade continua caminhando muito lentamente. O setor de serviços registrou queda inesperada em setembro, com o pior desempenho para o mês em três anos devido ao setor de transportes. Apesar disso, subiu no terceiro trimestre.

A curva a termo precificava nesta sessão 82 por cento de chances de manutenção da taxa Selic em 6,5 por cento no encontro que termina em 12 de dezembro, de 75 por cento antes. O restante indicava alta de 0,25 ponto percentual, mostravam dados da Reuters.

O recuo recente do preço do petróleo também favorece a percepção de um processo de menor pressão inflacionária nos Estados Unidos, o que poderia ajudar o Federal Reserve a não subir tanto os juros, favorecendo os emergentes como o Brasil, já que os juros locais continuariam atrativos aos estrangeiros.

O trecho mais longo da curva seguia a correção do dólar ante o real, com a recuperação externa do preço do petróleo, mas com os investidores bastante focados no noticiário externo e também local.

A maior expectativa é por notícias pela reforma da Previdência, sobretudo após o presidente do Senado, Eunício Oliveira (DEM-CE), ter dito na véspera que não há empecilhos para votar a reforma este ano e após o presidente eleito, Jair Bolsonaro, ter se reunido com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta manhã.

“O mercado estava esperando algo concreto acontecer este ano, o que é completamente improvável. O novo governo ainda tem tempo, mas o primeiro trimestre é o prazo para a entrega real, caso contrário as expectativas se deteriorarão”, destacou o diretor de Tesouraria de um banco estrangeiro.

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