November 16, 2018 / 1:22 PM / 25 days ago

DIs recuam com otimismo sobre anúncio de Campos Neto para o BC e com dados de atividade

Imagem ilustrativa de moeda de real 11/10/2010 REUTERS/Sergio Moraes

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros recuavam nesta sexta-feira, em meio ao otimismo após o anúncio do nome de Roberto Campos Neto para o comando do Banco Central e dados de atividade econômica que mantêm a visão de manutenção da Selic no curto prazo.

A equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou na quarta-feira que Campos Neto, diretor no Santander Brasil, aceitou o convite para presidir o Banco Central, substituindo Ilan Goldfajn.

“Quando tem a confirmação de que é um nome mais amigável ao mercado, gente que sabe como funciona, que sabe que é importante a inflação sob controle e não vai deixar o negócio desandar, o mercado fica mais tranquilo”, explicou o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano.

Também foi confirmando que Mansueto Almeida permanecerá no cargo de Secretário do Tesouro Nacional, e nesta sexta-feira o BC informou que o diretor de Política Econômica, Carlos Viana, acertou que permanecerá no cargo por “tempo considerável”.

“Esses nomes sinalizam que o novo governo já começa com gente que está familiarizada com os detalhes importantes para o funcionamento da economia e dos principais processos que são necessários para ajustar o déficit público e para manter a política monetária em estado de eficiência”, disse o economista-chefe corretora Nova Futura Pedro Paulo Silveira em nota.

“A credibilidade da política monetária junto ao mercado ganha um importante suporte com essas nomeações.”

O BC informou ainda nesta sexta-feira que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br)recuou 0,09 por cento em setembro, em um resultado melhor do que o esperado, mas que aponta que a atividade econômica ainda enfrenta dificuldades e corrobora leitura favorável à manutenção da Selic no atual patamar de 6,5 por cento.

“Basicamente reforça a ideia de que a atividade está em um processo de recuperação, mas uma recuperação moderada, que não acontece de maneira consistente. As taxas de crescimento não são fortes”, explicou Serrano.

A curva a termo precificava nesta sessão 75 por cento de chances de manutenção da taxa Selic em 6,5 por cento no encontro do BC que termina em 12 de dezembro. O restante indicava alta de 0,25 ponto percentual, mostravam dados da Reuters.

Por Laís Martins

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