November 27, 2018 / 11:15 AM / 21 days ago

DIs longos sobem com exterior; curtos rondam estabilidade

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros de prazo mais longo subiam nesta terça-feira, influenciadas pelo mercado internacional mais avesso ao risco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fazer declarações que renovam os temores sobre a guerra comercial com a China.

Imagem ilustrativa de moedas de real 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

“Os comentários de Trump reduziram as chances de uma possível trégua comercial com a China”, destacou a corretora CM Capital Markets em nota.

Trump se reúne com o presidente chinês, Xi Jinping, no encontro do G20 no final da semana e havia uma expectativa, agora esvaziada, de que os dois chegassem a um entendimento sobre a guerra comercial.

Mas Trump, em entrevista ao Wall Street Journal na véspera, já avisou que espera seguir em frente com o aumento das tarifas sobre 200 bilhões de dólares em importações chinesas dos atuais 10 por cento para 25 por cento, e repetiu sua ameaça de taxar todas as importações restantes da China.

Ele afirmou ainda que é “altamente improvável” que aceite o pedido da China de segurar a alta, que entrará em vigor em 1º de janeiro.

A guerra comercial entre os dois países têm elevado ainda os temores sobre a desaceleração econômica global, o que afetaria a demanda por produtos como commodities. Por outro lado, esse movimento pode fazer com que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não seja tão agressivo na sua estratégia de aumento de juros.

Desta forma, a ata do último encontro, a ser divulgada na quinta-feira, será bastante esmiuçada em busca de pistas sobre uma eventual mudança de comportamento da autoridade monetária.

Mais juros nos EUA atraem para lá recursos aplicados em outras praças, como a brasileira, ainda mais em ambiente doméstico de perspectiva estável para a taxa Selic por um tempo ainda prolongado, diante de economia fraca e inflação sob controle.

Com essa perspectiva para a Selic, o trecho mais curto da curva de juros rondava a estabilidade.

A curva a termo precificava nesta sessão 93 por cento de chances de manutenção da taxa Selic em 6,5 por cento no encontro do BC que termina em 12 de dezembro, ante 89 por cento na sessão anterior. O restante indicava alta de 0,25 ponto percentual, mostravam dados da Reuters.

A ação do Banco Central no câmbio por meio de leilões de linha —venda com compromisso de recompra— suavizava a pressão na curva a termo.

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