November 29, 2018 / 11:19 AM / 15 days ago

DIs longos sobem com dólar e cenário local; queda do IGP-M reforça Selic estável

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros de prazo mais longo operavam em alta nesta quinta-feira, influenciadas pelo sinal positivo do dólar ante o real, um dia depois de ser novamente adiada a votação do projeto de lei da cessão onerosa no Senado.

O trecho mais curto da curva, por sua vez, rondava a estabilidade, com mais um dado de inflação fraca indicando estabilidade da Selic, trajetória também reforçada pela taxa de desemprego de 11,7 por cento no trimestre até outubro.

“Pelo jeito, enquanto não houver a substituição no poder, entenda-se a posse do novo Congresso, eventuais acordos serão mais difíceis de sair do papel, e ficam os receios em relação às últimas pautas do governo atual, que autorizou por exemplo o reajuste do STF impactando as contas públicas no ano que vem”, apontou a Advanced Corretora em nota.

A votação do projeto da chamada cessão onerosa, prevista para a véspera, foi adiada para a semana que vem. Segundo o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), ainda não há entendimento para a apreciação do projeto.

Integrantes do atual e do futuro governo discutem uma maneira de dividir parcela dos recursos a serem obtidos com a aprovação do projeto entre Estados e municípios. Segundo Eunício, ainda há resistências por parte do governo atual, por entender que a medida poderia ferir o chamado teto de gastos.

A trajetória dos DIs mais longos também indicava alguma correção nas taxas após o recuo da véspera com o discurso “dovish” do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizando que os juros nos Estados Unidos podem não subir tanto quanto se imaginava até então.

As expectativas agora recaem para a ata do último encontro do Fed, no fim do dia, e para o encontro do G20 no final de semana, sobretudo para o encontro entre os presidente dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.

O trecho mais curto da curva a termo rondava a estabilidade, com a percepção de Selic estável por mais tempo no país. Isso após o IGP-M recuar 0,49 por cento em novembro, na primeira queda mensal do indicador em quase um ano e meio.

A recuperação lenta do mercado de trabalho reforça essa perspectiva. Segundo o IBGE, nos três meses até outubro a taxa de desemprego brasileira caiu a 11,7 por cento, de 11,9 por cento de julho a setembro, com geração de vagas em sua maioria informais. Foi a sétima vez que a taxa de desemprego recuou.

A curva a termo precificava nesta sessão 89 por cento de chances de manutenção da taxa Selic em 6,5 por cento no encontro do BC que termina em 12 de dezembro, ante 87 por cento na sessão anterior. O restante indicava alta de 0,25 ponto percentual, mostram dados da Reuters.

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