December 21, 2018 / 1:58 PM / a year ago

Maioria dos DIs recua com fraqueza cenário de fraqueza de preços em dezembro

Imagem ilustrativa de moedas de real 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros operavam com leves baixas em sua maioria nesta sexta-feira, após uma breve alta no meio da manhã causada por pressão do dólar, diante do cenário de preços e atividade econômica fracos no Brasil, o que sinaliza manutenção da taxa básica de juros em 2019.

Após a abertura em queda, as taxas dos DIs passaram a operar um pouco mais pressionadas pela alta do dólar frente ao real diante das preocupações com o risco de paralisação parcial do governo dos Estados Unidos, mas a perspectiva de manutenção dos juros no Brasil diante da inflação baixa e da atividade fraca limitou o movimento nos contratos de juros.

“Foi o dólar que deu uma virada lá fora, teve uma mudança muito rápida... mas não muda o patamar, o IPCA-15 surpreendeu positivamente, nunca vimos expectativas de inflação tão bem ancoradas quanto agora”, afirmou Paulo Celso Nepomuceno, estrategista de renda-fixa da Coinvalores Corretora.

“A dinâmica dos juros não muda”, acrescentou, citando o fraco desempenho da atividade econômica e inflação baixa.

A prévia da inflação oficial do Brasil registrou o maior recuo em 24 anos para o mês de dezembro, com uma queda de 0,16 por cento. Com o resultado, que surpreendeu analistas que esperavam um recuo de 0,12 por cento, o IPCA-15 encerra o ano a 3,86 por cento, ante 2,94 por cento em 2017.

Na véspera, o Banco Central apontou em seu Relatório Trimestral de Inflação que a economia brasileira continua operando com alto nível de ociosidade, o que limita as pressões inflacionárias, um cenário que levou a autoridade monetária a manter a taxa básica de juros na mínima histórica de 6,5 por cento pela sexta reunião consecutiva.

O dólar operava em alta nesta sexta-feira, acompanhando a recuperação da moeda norte-americana no exterior com operadores cautelosos diante da ameaça de paralisação parcial do governo dos Estados Unidos, em dia de nova atuação do Banco Central no mercado.

A curva a termo precificava 88 por cento de chances de manutenção da Selic para o primeiro encontro de política monetária do BC no ano que vem, nos dias 5 e 6 de fevereiro, com o restante esperando elevação de 0,25 ponto percentual. Na véspera, 80 por cento das apostas indicavam manutenção.

Por Iuri Dantas

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