January 3, 2019 / 6:43 PM / 10 months ago

DIs terminam quase estáveis divididos entre otimismo local e exterior

8/06/2018. REUTERS/Ricardo Moraes

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros terminaram a quinta-feira praticamente estáveis, com o otimismo do mercado com o novo governo e a expectativa de medidas de ajuste fiscal tentando se sobrepor à aversão ao risco externa.

“O mercado continua dando o benefício da dúvida ao novo governo”, disse a economista da Necton Corretora Camila de Caso, explicando que o otimismo local é o que serve de contraponto à aversão ao risco externa, que impede os DIs de sustentarem uma realização mais intensa.

A quinta-feira foi marcada pela primeira reunião ministerial do governo Jair Bolsonaro. Ao término do encontro, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, informou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, fará uma apresentação sobre a proposta de reforma da Previdência ao presidente Jair Bolsonaro na próxima semana.

Disse ainda que os ministros foram orientados a fazer uma revisão de todas as liberações financeiras dos últimos 15 dias da gestão Michel Temer, assim como das exonerações e nomeações.

O mercado continua esperando por medidas de ajuste fiscal. O apoio do PSL, partido de Bolsonaro, à reeleição de Rodrigo Maia na presidência da Câmara dos Deputados, por ora, tem servido de incentivo extra ao otimismo diante da leitura que essas medidas que virão poderão ter trânsito mais fácil no Congresso, embora muitas delas tenham cunho impopular, como a reforma da Previdência.

Esse otimismo fez o dólar fixar trajetória de queda firme nesta sessão e operar abaixo de 3,75 reais em alguns momentos da sessão, apesar do cenário externo desfavorável, afetado particularmente pelo corte na previsão de receita trimestral pela Apple por conta de menores vendas na China, que sofre com os efeitos da guerra comercial com os EUA.

“A guerra comercial está tendo efeitos reais, tanto nas empresas chinesas quanto na desaceleração da demanda... agora a Apple reviu sua previsão de receita”, destacou Camila ao citar os temores de desaceleração econômica global e seus efeitos nos mercados.

A curva a termo de juros doméstica precificou 93 por cento de chances de manutenção da Selic no primeiro encontro de política monetária do BC deste ano, nos dias 5 e 6 de fevereiro, com o restante esperando elevação de 0,25 ponto percentual. No pregão anterior, a precificação era de 95 por cento de chance de manutenção.

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