January 11, 2019 / 11:17 AM / 10 months ago

DIs têm leves oscilações com humor melhor no mercado externo por Powell e conversas EUA-China

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros registravam poucas oscilações nesta sexta-feira, em dia de maior busca pelo risco no mercado internacional após o chairman do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, Jerome Powell, ter reforçado declarações “dovish” sobe a trajetória de juros no país.

“Em síntese, (o Fed) caminha para um aperto monetário bem mais brando que aquele observado em 2018, existindo ainda a possibilidade de não vermos aumento de juros neste ano”, disse a corretora H.Commcor em relatório.

Na véspera, Powell disse que o banco central norte-americano tem condições de ser paciente em relação à política monetária, já que a inflação está estável, permitindo avaliar se a economia vai desacelerar este ano conforme a preocupação de alguns nos mercados financeiros.

O discurso reforçou o que a autoridade já havia dito na sexta-feira passada e que também foi trazido pela ata do último encontro do Federal Reserve, nesta semana.

A expectativa sobre um desfecho favorável nas discussões comerciais entre EUA e China também amparava o melhor humor na sessão, embora o mercado ainda queira ver o resultado prático das negociações.

Autoridades dos Estados Unidos esperam que o principal negociador comercial da China visite Washington neste mês, sinalizando que discussões de alto nível devem acontecer após as conversas desta semana entre autoridades de nível intermediário em Pequim.

Do lado doméstico, agradou a notícia sobre o aval do governo brasileiro para a aliança entre Embraer e Boeing, um passo no sentido de menor intervenção estatal no mercado, já que o governo não vai exercer sua golden share.

Por outro lado, a inflação bastante comportada mostrada pelo IPCA endossou a perspectiva de taxa de juros inalterada por um prazo longo. O indicador que baliza a meta de inflação subiu 0,15 por cento em dezembro e fechou 2018 em 3,75 por cento. A meta de inflação do ano passado era de 4,5 por cento, com intervalo de oscilação de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

“Indica que o Banco Central deve manter uma postura mais dovish nos próximos meses. Mas há sinais de que a pressão nos preços está começando a se fortalecer e ainda parece mais provável que um ciclo de aperto comece no fim deste ano”, afirmou o economista-chefe para mercados emergentes da empresa de pesquisas macroeconômicas Capital Economics, William Jackson.

A curva a termo precificava nesta quinta-feira 94 por cento de chances de manutenção da Selic no primeiro encontro de política monetária do Banco Central deste ano, nos dias 5 e 6 de fevereiro, com o restante esperando elevação de 0,25 ponto percentual. Na véspera, as chances de manutenção estavam em 86 por cento.

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