January 14, 2019 / 11:14 AM / 6 months ago

DIs recuam com dólar e exterior, aguardando proposta de Previdência

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros terminaram a segunda-feira em baixa, influenciadas pela queda do dólar ante o real à tarde e expectativas sobre a proposta de reforma da Previdência no Brasil, enquanto a aversão a risco no exterior após dados mais fracos da China limitou o movimento em boa parte da sessão.

Depois de operar em alta ante o real na primeira etapa do dia, o dólar passou a cair e operar abaixo de 3,70 reais, em sintonia com a trajetória da moeda no exterior após declarações do presidente Donald Trump sobre as negociações comerciais com a China.

“Estamos ‘moderadamente otimistas’ com as declarações de Trump de que o acordo comercial com a China poderá ser fechado em breve”, escreveu o economista da GO Associados, Eduardo Velho.

O presidente norte-americano, Donald Trump, previu nesta segunda-feira que os Estados Unidos chegarão a um acordo para acabar com uma guerra comercial com a China, dizendo que Pequim quer negociar. Os dois países devem voltar a se reunir no final deste mês.

O dólar, que subiu acima de 3,73 reais na máxima do dia, recuava para abaixo de 3,70 reais no fechamento do mercado de juros.

A desaceleração econômica da China revelada nos números mais fracos da balança comercial impediu uma queda mais acentuada dos juros.

“Os números parecem sinalizar para uma fragilidade crescente não apenas da economia da China, mas como também da economia global”, avaliou o estrategista da empresa de gestão de recursos e ativos TAG Investimentos, Dan Kawa.

As exportações da China em dezembro encolheram inesperadamente 4,4 por cento na comparação com o ano anterior, enquanto as importações caíram 7,6 por cento, em seu maior declínio desde julho de 2016. Os dados mostraram ainda que a China teve em 2018 seu maior superávit comercial com os Estados Unidos.

Os investidores também estavam atentos ao noticiário sobre a paralisação do governo norte-americano, diante de um impasse entre democratas e republicanos sobre recursos para o muro com a fronteira com o México, e também sobre a saída do Reino Unido da União Europeia.

Internamente, as atenções se voltavam para a proposta de reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro, com o mercado aguardando um texto mais duro para garantir o ajuste fiscal.

Segundo o jornal Valor Econômico, a proposta de reforma da Previdência que será apresentada ao presidente Jair Bolsonaro deve gerar em 10 anos uma economia superior ao texto original que o ex-presidente Michel Temer apresentou ao Congresso no fim de 2016, podendo chegar a 1 trilhão de reais.

“O mercado continuará dando o benefício da dúvida a este governo”, acrescentou Kawa, para quem o período pós-carnaval “será fundamental como ‘timing’ para o começo do andamento do processo de aprovação das reformas”.

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