January 16, 2019 / 11:32 AM / 5 months ago

DIs operam com leves variações à espera de definição sobre Previdência

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros operavam com leves variações no pregão desta quarta-feira, em meio às expectativas sobre a reforma da Previdência e após uma derrota histórica da premiê britânica, Theresa May, no Parlamento.

REUTERS/Bruno Domingos

“É um momento de ajustes à espera da Previdência. Caso a Previdência venha com algum ajuste mais forte, você pode ter um movimento mais forte também”, afirmou o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi.

“Agenda fraca, nenhum indicador relevante, mercado aguardando definição oficial de Previdência, enquanto isso a gente fica a mercê do cenário internacional”, completou ele, acrescentando que os DIs acompanham o movimento do câmbio.

Os investidores seguem aguardando definições mais concretas sobre a reforma da Previdência, após o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ter afirmado na terça-feira que a proposta será apresentada ao presidente Jair Bolsonaro até domingo.

Segundo Onyx, Bolsonaro deve usar a viagem ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, para discutir o tema, e que uma decisão deve ser tomada na volta ao Brasil.

No cenário internacional, os investidores seguem atentos para a possibilidade de novas negociações entre China e Estados Unidos no âmbito comercial, à paralisação parcial do governo norte-americano e ao Brexit.

Conforme esperado, o Parlamento britânico rejeitou na noite de terça-feira a proposta de Brexit negociada por May, lançando incertezas sobre como se dará a saída do Reino Unido da União Europeia.

O Parlamento se reúne novamente nesta quarta-feira para decidir sobre um voto de desconfiança, convocado pelo líder do Partido Trabalhista, de oposição, contra May.

Nos Estados Unidos, uma nova previsão da Casa Branca mostrou que a economia do país está sofrendo um impacto maior que o esperado com a paralisação parcial do governo, que alcança seu 26º dia nesta quarta-feira.

A curva a termo precificava 91 por cento de chances de manutenção da Selic no primeiro encontro de política monetária do Banco Central deste ano, nos dias 5 e 6 de fevereiro, com o restante esperando elevação de 0,25 ponto percentual.

Por Laís Martins

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