January 18, 2019 / 6:36 PM / 8 months ago

Com Davos no radar, DIs terminam quase estáveis; mercado busca prêmio na parte longa

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos de DI ficaram quase estáveis nesta sexta-feira, mas com viés de baixa, ajudadas pelo apetite a risco no mercado externo, ainda em meio a esperanças sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, além de contínua aposta favorável para a proposta do governo de reforma da Previdência.

No exterior, o ânimo em relação a um acordo comercial tinha suporte, principalmente, em reportagem do Wall Street Journal da véspera, de que o governo dos EUA estaria considerando flexibilizar tarifas de importações chinesas. Nem a negativa do Departamento do Tesouro reverteu o tom positivo.

Do panorama doméstico, o amplamente aguardado texto para a reforma da Previdência segue provocando sensações, com a mídia ventilando possíveis trechos do documento e reuniões de agentes de mercado com políticos em Brasília alimentando apostas positivas sobre o rigor da proposta.

A equipe da corretora BGC Liquidez enviou nota a clientes, após reuniões na capital federal, afirmando que articuladores da Casa Civil estão bem animados com a aprovação, embora tenham visões um pouco diferentes sobre o ‘timing’.

“A prioridade número um do governo é a Previdência. Tudo está sendo pensado justamente para não atrapalhar em nada a articulação para a reforma. Medidas menores sobre outros temas e que podem desfocar o Congresso não serão apresentadas agora”, escreveu o estrategista Juliano Ferreira aos clientes.

Nesta semana, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que a proposta fechada pelo time econômico será apresentada ao presidente Jair Bolsonaro até domingo. A ideia é que o presidente use a viagem a Davos para discutir o tema, para poder bater o martelo na volta, no final da outra semana.

Para a equipe de macroeconomia do Itaú Unibanco, liderada por Mario Mesquita, o encontro anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, será o destaque da próxima semana.

“O presidente Bolsonaro fará na terça-feira seu discurso, que, de acordo com notícias locais, pode se concentrar em reforçar o compromisso do novo governo com a agenda de reformas, especialmente a reforma da Previdência”, afirmou em nota distribuída a clientes.

De acordo com operadores, o mercado futuro de juros teve uma semana com liquidez reduzida e comportamento técnico, com alguma recomposição de prêmio na parte mais longa da curva.

“Aos poucos, o mercado tem alongado suas posições”, citou um deles, explicando que, diante do cenário de estabilidade da taxa Selic por muito tempo, agentes de mercado têm procurado prêmio alongando posições. Pesquisa Focus mais recentes mostra previsão de a Selic encerrar 2019 a 7 por cento de 6,5 por cento hoje.

As taxas dos contratos com vencimentos mais curtos têm cada vez menos prêmio, de acordo com esses operadores, em razão do cenário de inflação comportada e perspectivas favoráveis no mercado para medidas do novo governo, em particular do lado fiscal, com destaque para a reforma da Previdência.

No final desta sessão, os contratos de DI de até 240 dias estavam abaixo ou em linha com a taxa Selic (meta), com os vencimentos de até 1.200 dias chegando a 8,75 por cento.

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